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Frase de Mayara Freire

Quando você está com medo de continuar lutando é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças pra ver a vida do meu jeito; simples assim. E quando você está rindo de tudo, é no meu estresse que você encontra o chão pra colocar os pés e ser mais realista. E quando você precisa daquele abraço, de carinho, de mimo, é pra mim que você liga fazendo aquela voz que só eu sei como é. E é perto de mim que você se sente mais perto de tudo o que sempre te fez falta, de toda aquela essência que você resolveu deixar guardada em algum lugar aí dentro de você que só eu sei encontrar. E só eu entendo seu olhar quando me encontra no lugar de sempre, e com aquele olhar paralisante, pede pra eu esperar mais um pouco enquanto você olha todo o ambiente pra ver se não encontra alguém que te faça mais feliz que eu. E eu sei, sempre sei. Você sempre volta. Porque a felicidade que se faz quando a gente fica perto é única, é a mistura do meu cheiro com o seu, do meu brilho com o seu, da minha frieza e crueldade com todo o seu calor e sentimentalismo. Eu nem tenho pensado tanto assim em você ou no nosso quase romance, são momentos raros como esse em que o sol está afetando meu sistema nervoso central, sabe? Lembra de quando você dava aquelas explicações citando datas e horários de quando o inventor de um certo aparelho que lhe é muito útil tomou sua última dose de whisky antes da lâmpada acender sobre sua cabeça pensante e ele inventar a tal coisa? Isso me deixava orgulhosa de você. Mesmo que depois você soltasse uma daquelas suas piadas sem graça que tinham graça só por que você ficava sem graça, e sua cara sem graça é engraçada. Enfim, são em momentos assim, no verão, principalmente, que eu lembro de você, da sua ligeira passagem em minha vida que deixou esse coraçãozinho esperançoso em encontrar alguém no mínimo tão interessante e inteligente como você, com abraço apertado, ombros largos, cabelos bagunçados, olhos escuros, sorriso tímido e olhar constrangedor. Deve ser esse calor insuportável, né? Detesto essas roupas colando no corpo, o suor descendo na nuca, a sede que nunca cessa, a água salgada, o cloro, o cabelo ressecado, a noite mal dormida. Isso deve fritar meus miolos. Bom… O inverno logo chega e eu esqueço você. Esqueço até sentir frio, até faltar Nescau pra fazer chocolate quente, até freqüentar sozinha o restaurante que faz o melhor founde da cidade, até caminhar na praia só pra ver as árvores secas (porque elas são bonitas sem folhas), até usar aquelas roupas super charmosas que eu amo e até ver aqueles manequins masculinos com as roupas que você costuma usar. Lembra do nosso pacto de não ser um daqueles casais que não conversam nos restaurantes e reparam tristes nos outros? Eu me lembrei de como pra mim era o paraíso chegar à sua casa e te encontrar dormindo no sofá com o ombro caído pra frente fazendo bochechas de criança na sua cara feliz. Acabei de lembrar do dia em que você percebeu o botão, o calo, a piada, o músculo, o arrependimento, a saudade, o vazio. Foi a primeira vez que sentiu que era tarde demais? Que eu detesto esperar e que eu esperei mais do que eu podia? Você me tirou a razão, me fez estragar tudo só pra sentir o vento na cara de novo e a música alta. Era só você berrar e assoprar em mim. Era fácil, era alcançável, era pra ser seu. Eu sempre fui tão estabanada, tão atrapalhada. Misturo tudo, bagunço tudo. Fico admirada com aquelas pessoas adultas, evoluídas, que sabem separar a hora de ir a uma reunião de condomínio e a hora de desejar alguém na escada do prédio. A hora de chorar num ombro amigo e a hora de ceder aos encantos desse seu amigo. A hora de ir ao dentista e a hora de querer engolir alguém. A hora de procurar ‘circunciso’ no dicionário e a hora de se perder com palavras simples que parecem tão complexas. A hora de te agradar e a hora de te mandar embora. Sem mais delongas, ainda sinto esse amor ridículo. Essa coisa inconveniente que me vence todos os minutos, segundos. Você só sabe esperar esse novo amor que sempre está pra chegar e, quando chega, você nem se importa. Eu vou continuar, tenho sonhos maiores pra realizar. E mesmo que eu continue com esses meus momentos, sozinha, trocando passos com a solidão, serei feliz. Realizando, conquistando, ansiando e esperando. Preciso cumprir as promessas que me fiz, aquelas que você nem quis ouvir, e, se leu, só passou os olhos sobre as letras fingindo se importar comigo. Outro tempo começou pra mim e eu vou aproveitar cada minuto disso tudo. Numa noite ou outra de lua cheia eu vou lembrar você, vou lembrar de você e gente vai ser feliz assim: imaginando o que poderia ter sido e por uma milagrosa ironia não foi.

Mayara Freire

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Mayara Freire

Depois de tantas alegrias, tristezas, decepções e surpresas, comecei a prestar mais atenção nos meus pedaços, partes marcadas por cada um que passou na minha vida. Sou viciada em olhar aquela caixinha rosa cheia de fotos, recentes e muito antigas, umas quando eu ainda nem era nas…
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Depois de tantas alegrias, tristezas, decepções e surpresas, comecei a prestar mais atenção nos meus pedaços, partes marcadas por cada um que passou na minha vida. Sou viciada em olhar aquela caixinha rosa cheia de fotos, recentes e muito antigas, umas quando eu ainda nem era nascida. Gosto de lembrar daqueles momentos, o porquê daquela risada, a idade que eu completava aquele dia, o motivo daquele passeio, a formatura, a passagem de ano. Aquelas que eram tão especiais pra mim, que se perderam entre minhas memórias. Aquelas que eu roubei do quadro da sala de estar dele, da carteira dele. Comecei a lembrar dos choros sem razão, das pessoas que ainda estão em meu coração por alguma razão, por algum detalhe. Lembrei dos muitos atos por impulsão, das tantas vezes que fugi e voltei no minuto seguinte. Senti saudades dos muitos lugares que conheci e não pude, não tive tempo; saudades também dos momentos que vivi e das coisas que esqueci. Lembrei das noites mal dormidas, das horas sagradas de sono que perdi sonhando acordada, escrevendo, tocando teclado... Ri de mim mesmo quando me lembrei das vezes que desisti sem ao menos ter tentado, e das vezes que eu tentei e quebrei a cara. Chorei das vezes que tentei, insisti e consegui o que eu queria. Vendo as fotos, aquelas pessoas perdidas lá atrás, senti pelas amizades que não cultivei, por aqueles que eu julguei, pelas coisas que eu falei. Lembrei das pessoas que conheci, dos amigos que deixei, das lembranças que esqueci. Lembrei dos momentos engraçados de distração, da minha mania de derrubar tudo, de só conseguir me equilibrar no salto depois de tropeçar, das vezes que comia chocolate até passar mal.

E eu tenho me sentido bem. Melhor do que eu um dia esperei. Eu não me importo com o que pensem, e eu nem sei se nos reconhecemos; só sei que meus olhos não ficam os mesmos quando encontram os seus, nem quando você franzi o nariz só pra tentar desfazer o meu bico. Falar da gente?…
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E eu tenho me sentido bem. Melhor do que eu um dia esperei. Eu não me importo com o que pensem, e eu nem sei se nos reconhecemos; só sei que meus olhos não ficam os mesmos quando encontram os seus, nem quando você franzi o nariz só pra tentar desfazer o meu bico. Falar da gente? Não... Ainda não. Espera meu coração reconhecer o teu e eu largar tudo isso aqui só pra ser feliz ao lado teu.

Eu quero, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar. Eu quero me apaixonar todos os dias por aque…
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Eu quero, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar. Eu quero me apaixonar todos os dias por aquele cara alto, nem magro, nem gordo, de olhos escuros, de abraço apertado, de encaixe perfeito, de barba cerrada, de amor sincero que me traz flores com um bichinho de pelúcia em plena quinta-feira, depois que eu chego do trabalho descabelada e me jogo no sofá. Que me entrega as flores com um sorriso enlouquecedor e ri quando eu quero morrer por estar horrível e que me cala com um beijo quando eu vou brigar com ele por ele não ter me avisado que viria. Eu quero viver o que ninguém me permitiu que eu vivesse. Que ninguém me fez conhecer e que eu só conheço por que sonho, porque tenho uma mente incrivelmente fértil. Eu quero sentir falta na segunda mesmo depois de passar o sábado e domingo com ele e saber que o verei na terça. Eu quero enlouquecer de saudade, e quero que essa saudade me faça correr atrás dele onde quer que esteja só pra eu abraçá-lo e voltar correndo para o escritório. Eu quero ser a irresponsável da relação, eu quero ser a maluca, a que não tem limites e não a que precisa se manter centrada sempre pra que nada saia dos conformes, pra que tudo fique bem e não acabe em discussão. Eu não quero ser a que presta atenção nos detalhes, que vive se preocupando exageradamente, perguntando se tudo está bem, se sentindo incapaz de fazer alguém feliz. Eu quero ser feliz e quero ter a certeza de que ele é feliz porque me ama e porque ele me faz feliz. Que por causa dele eu deixei de me trancar num casulo pra voar ao lado dele. Que eu não preciso dele pra andar nem ser feliz, mas que é muito melhor andar e ser feliz ao lado dele. Eu quero alguém assim... Que não tem forma, nem nome, nem cheiro... Mas que está vivo em meus sonhos e que um dia vai renascer pra mim e vai me encontrar em algum lugar, um lugar onde jamais eu espero encontrar o amor da minha vida. A vida me reserva surpresas, e a melhor delas será o dia em que ele se tornar real pra mim e eu puder sentir o cheiro, ver a forma, e pronunciar o nome.