Frase de Lidia Lorena Corrêa Cordeiro
Te amo, mas amo mais a mim Te quero, mas não tanto quanto quero ser feliz Ou você fica ou vai, mas saiba que enquanto se distrai Eu, distraidamente, vou te esquecendo...
No pensador.ai desde
Te amo, mas amo mais a mim Te quero, mas não tanto quanto quero ser feliz Ou você fica ou vai, mas saiba que enquanto se distrai Eu, distraidamente, vou te esquecendo...
No pensador.ai desde
A esperança sobrevive, carcomida, esquelética, tentando respirar entre as descomunais montanhas de dúvidas que triunfam, dia após dia, sobre as expectativas que brotam, sem raiz, nos meus pensamentos. Que é quem eu sou, não rosto, não braços, nem mãos, corpo. Sou mente e apenas…
A esperança sobrevive, carcomida, esquelética, tentando respirar entre as descomunais montanhas de dúvidas que triunfam, dia após dia, sobre as expectativas que brotam, sem raiz, nos meus pensamentos. Que é quem eu sou, não rosto, não braços, nem mãos, corpo. Sou mente e apenas mente serei, talvez para sempre, ou não... Quando há certeza, há caminho, porto seguro, cais. Ainda que seja certeza do mal, da tragédia iminente, da surra que o destino nos dá, vez ou outra. Quando sabemos o que está por vir, é muito mais fácil lidar, reagir, tirar de letra, como dizem por aí. Mas é a incerteza que mata. Não saber qual será a próxima cartada do acaso, mas sentir que ela está prestes a acontecer. Alguns chamam de ansiedade. Que seja. Eu chamo de desespero da incerteza. Quase um delírio. Medo desatinado. Mas sigo, sigo sempre. Imaginando se, à beira do precipício, esse fiozinho de esperança será suficiente para segurar meu espírito em queda.
Esbanja arrogância ao falar, mas língua adentro, a humildade subjugada, clama por liberdade.
Não botamos muita fé no mundo, nas pessoas e no amor porque, na verdade, não botamos muita fé em nós mesmos. Quem acredita no poder da própria essência, acredita também no poder transformador potencializado pela vida. E a felicidade pertence aos que acreditam.
A gente vê as atrocidades, a maldade e violência do mundo e fica pasmo. Mas é só isso. Nossa revolta dura até alguém puxar o próximo assunto, até o telefone tocar e nossa mente focar em outra coisa mais importante. Depois disso vamos pra casa, fazemos o jantar, deitamos na cama…
A gente vê as atrocidades, a maldade e violência do mundo e fica pasmo. Mas é só isso. Nossa revolta dura até alguém puxar o próximo assunto, até o telefone tocar e nossa mente focar em outra coisa mais importante. Depois disso vamos pra casa, fazemos o jantar, deitamos na cama e assistimos comédia. Por que no fundo, bem no fundo, a gente não se importa de verdade. Não foi com a gente, foi lá em Santa Catarina, foi lá em São Paulo, foi em Realengo. Alguns até choram, por um dia, dois, os mais sensíveis. Mas também não passa disso. Você pode me questionar: mas o que eu poderia fazer a respeito, além de lamentar? Pois é. Milhões de pessoas não podem fazer nada. Ah, mas a responsabilidade é do governo! Sim, outra vez você está coberto de razão: se o governo não faz, o que nós, meros 212 milhões de cidadãos, poderíamos fazer além de lamentar? Não são as mãos. São as nossas mentes que estão atadas.