Frase de Luiz Carlos Guglielmetti
Amor de papel O amor não é apenas a palavra que define um sentimento: é uma linguagem completa que se traduz por atitudes, e para existir não precisa ser descrito por qualquer meio ou forma. O amor verdadeiro não é utópico ou romântico, não é atração, desejo ou paixão, nem sensação que cega ou oprime. O amor autêntico pode não ser eterno, mas certamente não é fugaz, efêmero ou passageiro. É apenas intenso para se vivido por inteiro. O amor não se prova ou se cobra com o ciúme, não é dominação nem desconfiança, não é sentimento levado ao extremo, mas é uma pura expressão de afeto que pode oscilar de intensidade, mas se sustenta com cumplicidade. O amor não é mágico, químico ou astrológico, tampouco une apenas seres predestinados. É a edificação mais autêntica da relação, que se descobre verdadeiro com interação, diálogo sincero, apoio e reconhecimento, sem desprezo, ironia ou humilhações. Amor é cumplicidade e afeto sincero, que não se desfaz quando a paixão acaba, que não se extingue na dificuldade, nem envelhece ao longo do tempo, é a expressão do olhar e do sorriso de quem tem um sonho comum. O amor substantivo abstrato não tem existência própria, sem a conjugação do verbo amar, porque exige ação e movimento, mais ampla que o ‘eu tem amo’, mais além do que o ‘eu também’. O amor se constrói diariamente, se nutre ao longo do tempo, se expande com a intimidade, e se mantém com o respeito, o carinho e a dignidade.
No pensador.ai desde