Frase de Angélica Monção Lima e Kléber Novartes
Diante do campo olho obcecadamente o jardim. Ainda tenho barro entre as unhas e duas farpas que não consegui tirar. Meus olhos estão satisfeitos com o suor do meu trabalho, até que os repousassem nos sacos pretos mais ao canto, cheios e lacrados. O trabalho do qual me orgulho agora é também desconforto. Não sou jardineiro. Aprendi com as mãos na terra que lá moram as larvas, queimei-me. Puxei um mato bravo com as mãos descobertas, tornei-me a queimar. Essa mais que a outra, interrompeu um dia de trabalho. Reguei mais do que devia. Deixei de aguar o necessário. Quanta dor há até que se ache o equilíbrio! Reconheço em você meus dias no jardim.
Angélica Monção Lima e Kléber Novartes
No pensador.ai desde