Frase de Wikney Edson
Como posso eu ter calma? Sendo que o coração que jurou-me ódio, sei que me ama. A mesma boca que deveria despir só o corpo também despe a alma. É amor de peito o que deveria ter sido só amor de cama. Na madrugada não sou eu, é só o lençol, que por ti clama. Do que me adianta? Um amor racional e uma paixão insana? Perdoe-a, pai, pois ela não sabe o que sente, não sabe a quem ama. Ela sabe que, a cada toque, meu nome ela chama. As labaredas, o ardor dessa paixão, o meu ser inflama. Amá-la transformou-se em blasfêmia. Nessa cacimba de amarguras, morro e vivo um dilema. E vivendo tudo isso, como posso eu ter calma?
No pensador.ai desde