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Frase de Linartt Vieira

Farejando a fazenda que rendeiro Lhe confiara um dia, Ia um cão, sua cauda sacudindo, Repleto de ufania. Eis vê na touça que crescia além No meio de um caminho, Tendo no chão fendido oculta a língua, Tamanduá sozinho. Pára, e grita de longe: “Ó bruto, ó fera O que buscas aqui? Não estragues o campo prestimoso, Retira-te daí!” “ Enquanto, vigilante, o teto guardas” Diz-lhe o tamanduá, “eu mato o insetozinho que da cana O colmo estragará. As formigas que eu como causariam À terra grande mal: Bem vês, faço um serviço, ou bruto ou fera, A ti me julgo igual”. Foi-se o cão, e correndo ele dizia, Ladrando sem maldade: “Necessário ao bifolco eis um bichinho (*) Bem útil à herdade”. Sem um valor qualquer nada há no mundo: Os grandes e os pequenos Todos podem ser úteis, só diferem Num pouco mais ou menos!

Linartt Vieira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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