Pular para o conteúdo

Frase de Laerte Antônio

Há Um Medo Gostoso Há um medo gostoso, se te espero. O amor é sempre aquela porcelana tão frágil sempre, sempre tão humana — o amor é e não é: tal como um zero. Sim, um medo gostoso, mas severo como o olhar que protege, mas esgana... como a alma que sonha, mas se engana... pedra rara incrustada sem esmero. Sempre um medo gostoso na esperança de se alcançar a flor que ao vento dança... Sempre um suor a rorejar a espera. Sim, um suor gostoso, mas medroso a ponto de tirar da espera o gozo... O amor é sempre aquilo que não era. LA

Laerte Antônio

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Laerte Antônio

Deixavas ( recordas? ) de jeito a janela... e, ao leito, atavas as cordas.
Continuar lendo

Deixavas ( recordas? ) de jeito a janela... e, ao leito, atavas as cordas. LA

SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos
Continuar lendo

SENSAÇÕES-VIAGENS Há sensações que são barcos enquanto velejamos no oceano interior da vida. Há sentimentos que são portos num gosto adiado de chegar: um sabor de lonjuras, cristalizadas em azuis, lembrando o verde das vagas de um nômade fluir, distantes, azulizantes... Sensações barcos, sentimentos portos — enfunados de um vento azul, indo e vindo, daqui, dali, azul azul azul... Sinestesias de um viajar interno, vestido de amplidão e pensamento no vasto sabor anil e sal, entre o glauco arfar das ondas e vôos lonjuras de gaivotas...

Um Tilintar De Prata... Um tilintar de prata, um quê de rosa, aquela voz caía fundo em alma,
Continuar lendo

Um Tilintar De Prata... Um tilintar de prata, um quê de rosa, aquela voz caía fundo em alma, brisa morna através de fina palma, murmúrios a luzir poesia em prosa. Um tilintar claríssimo, uma glosa de fino repentista em tarde calma... o escorrer pelo rosto de uma lágrima, uma lembrança entre azul e rosa. Finos talheres que jamais usei, taças cantando um sonho cor de vinho, voz hialina dizendo o que não sei. A rosa, a prata, a voz: esse o caminho — lembrança sazonada de um outono caindo como folha ao abandono. LA