Frase de Carlos de Castro
A MENINA E O PATINHO Um dia, um poeta foi pai De uma menina pequenina Engraçadinha e redondinha Que era o seu ai, ai. Dava-lhe tudo o que ela pedia Mesmo quando a menina cresceu Em idade e sabedoria Pela graça que Deus lhe deu. E a menina cresceu, cresceu E ficou sempre pequenina E redondinha Mas não de fala mansinha. E o poeta lembrou-se do antanho Quando lhe comprou um patinho Pequenino, amarelinho E fez-lhe um pequeno laguinho Onde ela e o pato tomavam banho. Um dia, o patinho morreu. A menina, graças, ainda é viva Mas muito cruel e altiva. Então esse poeta como eu Resolveu Não querer comprar mais patinhos Amarelinhos Nem fazer mais laguinhos. (Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 29-06-2022)
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