Frase de Giovane Silva Santos
Do que como, do que me alimento e o que sustenta Todos os dias como abobrinhas. Sem querer menosprezar e nem desdenhar. Mas os lábios da multidão são vãs desarmonia. Será, seria? Ou minha tímida percepção. De não ter consideração. De não colher a fala de cada canção. Eu sei é fato. Como, acabo ingerindo química. Sou possuído por artefatos ocultos. Mas me alimento de sonho. Também da palavra. Isto quando dou vazão. Mas o que sustenta. Ha, ora sim. A esperança. O pranto sincero. O anseio da verdade. Se é que conheço. Pois sei que a cruz que remeto. Um espírito que não tem preço. Mas acabo consumido. O atrito do mundo. Eu reles e singelo. Alcanço olhos perseguidores. Talvez minha alma é cheia de valores. Ou nada, simplesmente. Um no meio da gente. Algemado. Que aprendeu a dedilhar nas teclas da vida. É um emaranhado. Nesse campo, vou de lado a lado. Comendo a dor. Alimentando da presença da fé. Ainda que no íntimo, não conheça o genuíno amor. A misericórdia me sustenta. E eu. Só posso me colocar como instrumento. Ainda que não entenda. Eu sei. Oh céus. Senhor. O mau pode me odiar. O altíssimo, meu sustento. Giovane Silva Santos
No pensador.ai desde