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Frase de Lavínia Lins

⁠A gente quer atalhos. A gente quer fórmulas prontas. A gente sente uma necessidade quase que desenfreada e tentadora de acelerar o controle remoto da vida, só pra ter certeza do que vem depois. Mas, não dá. Isso não está disponível. Nada disso está. Se você quiser saber o que vem depois, vai ter que esperar. E, nem sempre, deitado ou sentado. Vai ter que entrar no jogo, dançar a música, se sujar. Vai ter que investir. Vai ter que fazer força. Suar. Chorar. Sofrer. Estar na vida implica sentir. Ninguém vai te "salvar" - não porque não haja quem pense ter esse poder, ou até mesmo quem não se coloque à disposição para tentar, ainda que isso seja "impossível". Ocorre que, como dizia Freud: "Não há regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo específico ele pode ser salvo”. E a gente se salva tentando, ao menos tentando, querendo tentar, se salvar. Não há nada pronto. Não há teoria que nos salve. Técnica. Métrica. Talvez, apenas talvez, cientes, ou tendo alguma notícia disso, que parte de nós não busque certos processos ou experiências - como até a da psicoterapia ou da análise -, ou sinta frustração, quando da tentativa mal sucedida nesses casos, em que, originalmente, buscava-se alguma "salvação" - ofertada a nós por um ser outro, mágico, poderoso. É que não está nas coisas. Nas outras pessoas. Está em algo que, somente em você, pode ser construído. Numa possibilidade, mesmo que do tamanho de um grão de mostarda, que faz morada em algum lugar remoto em você. Ainda assim, em você. Ninguém salva ninguém. A gente que tem que descobrir, em nós, uma estrada, um traço, um risco, um rabisco, seja lá o que for, e, quem sabe, fazer disso um caminho para se salvar. É artesanal. E personalíssimo.

Lavínia Lins

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Lavínia Lins

"Um, de dois... Que, sem o outro, nem meio é Inteiro, estou, se você aqui estiver".
“Por estes pastos que colorem a manhã, Cantei notas de um amor sem fim; Subi as serras num impulso só,
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“Por estes pastos que colorem a manhã, Cantei notas de um amor sem fim; Subi as serras num impulso só, Desejando encontrá-la em meu jardim. Se era a rosa mais bonita, eu já nem sei; Mas, nem me importa se era mesmo ou não; O que era preciso, ela sempre me fez: Sorrir, sem motivo, mesmo em noite de escuridão”.