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Frase de Marilina Baccarat - escritora brasileira

DO NADA Acabou o amor naquele momento, veio o assombro e a alegria acabou... Naquele instante, tudo acabou do nada e de tudo, só restou o nada...O dia ficou como um breu, uma noite sem estrelas e sem luar, a quebrar o coração dorido... Então veio o choro, a discórdia e nossas mãos, que estavam sempre unidas, vieram a tremer. E da ambição do amor, surgiu o medo de não mais ter o amor, que sempre tivemos... Naquela hora, então, veio o silêncio a calar nossos corações... Vontade de poder viver, não do nada, mas de todo o amor... Veio o temor... Naquele instante, senti o silêncio, que vinha de dentro de você. E o pranto brotou nos seus olhos azuis, como o céu, fazendo com que os meus lacrimejassem, sem cesar, também... Os meus olhos se afastaram dos seus. Meu corpo, do nada, também se apartou do seu... Dos braços, que de tudo me abraçaram, por longo tempo, agora, do nada surgiu o adeus... Do nada, para mim, o mundo acabou e somente senti o barulho do mar, com suas ondas gigantescas, a parecer querer me sufocar... E do nada, senti o grande sofrimento do vazio do amor, que, para mim, parecia ser eterno e, agora, do nada, apenas sinto o adeus, que deveria ser do nada, mas é do tudo... Das intermináveis horas pressentidas, do nada, lembrei-me das promessas calorosas, ditas ao meu ouvido, com ternura... Do nada senti-me órfã, pois, sem amor, do nada, não somos nada e nem tudo podemos alcançar, sem o amor. Pois, ele poderá vir do nada, mas, nos transportará com tudo, para o amanhã... Nada restou dos infindos momentos em que vivemos esse grande amor, que surgiu do nada e tudo se transformou... Agora, trago a chama em meu peito, das promessas, que vieram do tudo e agora são nada... Como viver sem esse amor, se nada, dele, restou em minha essência...O porquê não sei. Pois, somente sei que seu perfume ficou impregnado na minha pele... Um amor, que surgiu do nada e tudo transformou, dando-me alento, mudando o rumo... Do tudo, esse amor chegou pelos caminhos, que percorri...Mas, depressa, do nada se foi... Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Sempre Amor"

Marilina Baccarat - escritora brasileira

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Pensador.com

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Outras frases de Marilina Baccarat - escritora brasileira

É fácil, nos dias de primavera ou verão, deportar esse espectro das marés violentas, para as extremas fronteiras das nossas compaixões, pois somos como o rio, ele, também, tem suas lástimas... Suas águas são luminosas. Mas, quando o sol se afasta, ao findar do dia e o crepúsculo…
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É fácil, nos dias de primavera ou verão, deportar esse espectro das marés violentas, para as extremas fronteiras das nossas compaixões, pois somos como o rio, ele, também, tem suas lástimas... Suas águas são luminosas. Mas, quando o sol se afasta, ao findar do dia e o crepúsculo chega, com suas noites geladas, suas mágoas são profundas... Ele sente sua fragilidade, ao ver os barcos ancorados e tudo se torna nostálgico para aquele rio... Assim, somos nós, sentimos a nossa debilidade, quando a gélida noite chega e nossos dós começam a mostrar-nos a triste cena da escuridão, em nossas vidas... Tudo, então, se torna mais difícil, somos tão frágeis quanto ao rio. Qualquer barulho, nessa obscuridade, transforma-nos em pedaços. Nossos corações se modificam em fragmentos de tristeza, pois a noite é melancólica... Somos como o rio, ele com suas águas estacadas e, nós, com nossos sangues parados em nossas veias, esperando a luz do raiar do sol... Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre como um Rio"

O sol me espera... No céu, brancas nuvens desenharam alegres figuras. O meu dia se encheu de sol! Atravesso a ponte, parece perto, logo ali, mas não consigo chegar. O sol me espera do outro lado, estico os braços, abro as mãos, quase chego, sigo em frente. Ainda não consegui alc…
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O sol me espera... No céu, brancas nuvens desenharam alegres figuras. O meu dia se encheu de sol! Atravesso a ponte, parece perto, logo ali, mas não consigo chegar. O sol me espera do outro lado, estico os braços, abro as mãos, quase chego, sigo em frente. Ainda não consegui alcançar o outro lado. Tento dirigir meu olhar, não ouso olhar para trás, nem desanimar, com as nuvens escuras, pois, sei que, do outro lado da ponte, há claridade, minha bússola vai me orientar. Quisera sentir, na palma da minha mão, essas nuvens brancas, que formam figuras alegres no céu. Como é belo saber que esse sol e esse céu, dissipam toda e qualquer escuridão. Olho o reflexo de mim mesma, na poça que se formou no chão, procuro algo, mas ainda não atravessei a ponte. Ainda não foi desta vez... Mas, em breve será... Atravesso devagar, preciso achar meu norte, seguir a agulha imantada, que anda desorientada, apontando lugares aonde nunca fui... Achar minha rota, não me desviar do caminho, não posso enfrentar rodamoinhos, tenho que contornar obstáculos. A bússola, que carrego comigo, conduz os meus passos, não deixa que eu me afaste de mim mesma. O céu está claro e a trilha está visível. Aponta-me o caminho, a seguir, a agulha da bússola e me deixo levar pela orientação dela. Não sou andarilha, sequer sei o caminho, não conheço suas trilhas, só minha pena é o que possuo. Ergo a bússola em direção ao horizonte, pois é lá que está a minha verdadeira bússola, só ela pode me ensinar o caminho... Tudo clareou e o caminho se fez novo sobre a ponte, atravessei e encontrei ali, do outro lado, o sol, que estava esperando por mim. Esse sol, cuja luz, entra todos os dias, em meu coração e faz com que, em mim, ele, esse sol radiante, nasça todos os dias. Marilina Baccarat no livro "Atravessando Pontes"

UM SER CHAMADO MULHER Gostaria de falar de mulheres, que sabem ser uma mulher, no sentido mais amplo da palavra “mulher”. E isso inclui ser bela e faceira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo, que, fatalmente, a deixará com rugas, que serão como sinais de experiência... O…
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UM SER CHAMADO MULHER Gostaria de falar de mulheres, que sabem ser uma mulher, no sentido mais amplo da palavra “mulher”. E isso inclui ser bela e faceira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo, que, fatalmente, a deixará com rugas, que serão como sinais de experiência... O tempo, também, certamente, a deixará com a barriguinha saliente, mas é um ventre, que gerou vidas, se tornou mãe no sentido mais vasto da vida... Mas, ser mulher é muito mais do que isso, é saber guardar segredo e enfrentar tudo sem medo... Ser mulher é ter a alma nobre, que sempre acaricia, mesmo tendo os olhos marejados de lágrimas pelo sofrimento... Ser mulher é saber compreender sempre... Mulher tem que ser guerreira, mas, no dia a dia, criar poesias, lutar por um mundo mais justo, aprender a levar susto, quando a vida lhe surpreende, com amarguras, com angústias e tristezas, sem surtar... Assumir que não é bonita vinte e quatro horas por dia, pois, há dias em que temos a cara de noite mal dormida, cara de mal agradecida, além de muitas outras... Mas, há dia em que temos a cara de noite bem dormida e bem vivida... Ser mulher é saber aguentar os dissabores, os tropeços, que a vida lhe dá, mesmo quando lhe puxam o tapete e ela vai ao chão... Ser mulher é saber enfrentar os enigmas, que encontram pela frente, tendo, sempre, um sorriso nos lábios e a mão estendida para quem precisar... Ser mulher é saber acarinhar cada cabeça, que chora, tendo os braços como os de um polvo, para abraçar a todos e saber, carinhosamente, sempre, consolá-los... Ser mulher é ser forte e resistente, suportar qualquer dor, seja a do parto ou de ser trocada pela melhor amiga... A dor é tanta, que chega a pensar “tinha que ser comigo?”... Mesmo, assim, não se entristece, porque sabe que a dor é passageira e logo virá a felicidade de outros momentos, de outras paisagens... Ser mulher é ser feia ou bonita, é ver-se pelo avesso, olhar no espelho da alma e não saber perder a calma... No espelho, encontrar-se e, em seguida, reconhecer que errar e se perdoar é saber que a mulher é um ser de valor, pois, gera, em seu ventre, um outro ser... Ser mulher é difícil, mas não é impossível. Se assim o fosse, não existiriam tantas mulheres maravilhosas, transitando e mudando o mundo para melhor... Marilina Baccarat, escritora brasileira