Frase de Nivaldo Vanderlei Balla
MINHA VIDA EM VERSOS Meu nome é Nivaldo e vou confidenciar Um pouco da minha história vou relatar Nasci em Bandeirantes e devo felicitar Cidade pequena ao lado de Itamaracá com a qual vai divisar Pra vocês não ficarem com ciúmes outras quatro estou a citar Andirá, Abatia, Santa Mariana e Amélia que estão a se confrontar. Nossa morada era na fazenda pássaros viviam a cantar Meu pai trabalhava de fiscal e minha mãe era do lar Meus irmãos são mais velhos, um pouco deles posso falar O mais velho era torneiro mecânico, a irmã ajudava mamãe a cozinhar Meu irmão terceiro, meu Deus! Só queria mandar Coitado de mim, caçula que vivia a chorar. Da usina fomos à fazenda morar Lugar de muita fartura, no pomar ia brincar A bagunça era tanta, ficava sem almoçar Ah meu Deus que dó, minha mãe vivia a gritar, Venha para casa logo, senão com vara vai apanhar, Está bom estou chegando, no balde ia me lavar. O tempo passou e eu continuava a estudar No portão da escola ficava sempre a esperar Minha querida professora que demorava, mas ia chegar Das aulas eu participava, as questões tinha que acertar A aula do dia terminava e para casa estava a retornar Em casa chegava e o material ia guardar. Outra mudança ocorreu e na cidade fui morar Estudei muito e vestibular fui prestar Não foram boas as médias, mas Agronomia fui estudar. Em Agronomia me formei e logo me atraquei a trabalhar, Mais uma mudança, Cidade Gaúcha seria meu novo lar, Numa usina de açúcar e álcool fui contratado para gerenciar. Alguns meses se passaram, minha vida ia mudar, Pois apaixonado estava, vou me casar Isto aconteceu. Três anos depois vi uma estrela brilhar, Minha filha nasceu, motivo para comemorar Era a primeira filha, que alegria! Eu tinha que participar Pai de primeira viagem, sem ninguém por perto, me propus a ajudar. Três anos após, a segunda estrela nasceu para nos alegrar, O aumento da família e com sua irmã vai brincar, Mais uma mudança, para Ribeirão do Pinhal trabalhar, Ali não fiquei muito tempo, o plano do governo a mim não pôde ajudar O presidente Collor me confiscou, outra vez eu me pus a mudar. Acredite, na terra das Cataratas eu vim parar Em Três Lagoas, Elza e Nivaldo se puseram a ajudar Por algum tempo em sua casa fiquei a esperar Construir a minha para lá me acomodar Resolvido de professor vou trabalhar No Colégio Arnaldo Busatto fui lecionar Com muito carinho os alunos quero ensinar. Dez anos se passaram e eu resolvi desafiar No Colégio Sol de Maio diretor me tornar Quatorze anos de direção, quatorze anos a festejar, Uma escola jovem que muitos querem cortejar Meu tempo acabou, a outro vou entregar Missão cumprida, como diretor não vou continuar. Mais seis anos me propus apenas lecionar A matemática e ciências passei a ensinar Um período de ensino aprendizagem o que posso falar Conviver com adolescentes momentos de humanizar Com toda experiência de vida chegou a hora de repensar Acredito que esse é o momento de me aposentar. Com estes versos me despeço na certeza que vão acreditar Numa trajetória simples, mas de se respeitar, Pois com sessenta e cinco anos de vida eu pude me presentear. Vinte e um anos atrás meu filho nasceu para meu nome herdar Com certeza todo exemplo que mostrei acredito ele vai carregar. A minha felicidade se completa quando ele se formar.
No pensador.ai desde