Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Todo santo dia, sou eu quem chama, Nas manhãs cinzentas, nas noites de trama. Puxo o fio da conversa, sozinho a tecer, Histórias contadas, que ninguém quer ler. Insisto, persisto, num monólogo vão, O eco das palavras, sem eco, sem chão. Escrevo uma epopeia, uma carta sincera, E recebo um "curtir", que nada me espera. O que estou fazendo, meu coração? Se o que eu busco não tem retorno, não há razão. Chamei para sair, numa noite de brisa, E o silêncio foi a única resposta precisa. Ela poderia estar ocupada, eu sei, Mas se quisesse, diria: "Outro dia, talvez." O interesse é claro, não há como errar, Se ela quisesse, iria me procurar. Forçar uma amizade, um amor, um afeto, É construir castelos no ar, sem concreto. Se é preciso lutar para fazer funcionar, Então não é amor, é melhor deixar passar. Todo santo dia, essa lição me persegue, Na simplicidade da vida, a verdade se entregue. O que é natural, o que vem sem pressa, É o que realmente no coração interessa. Deixe fluir, deixe ser, deixe estar, O amor verdadeiro vai te encontrar. Sem esforço, sem dor, sem insistir, A felicidade virá, sem precisar pedir.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde