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Frase de David Eliom

Infância Na infância pouco importa o olhar, Apenas olhamos sem nada enxergar. Na infância eu não sabia olhar. Meninos olham tudo sem nada ver, Observam tudo sem nada observar. Na infância pouco importa o sentir, Apenas sentimos sem nada exprimir. Na infância eu não sabia sentir. Brincava de ser menino... Quando tinha de chorar, preferia sorrir. Na infância pouco importa rezar, Apenas oramos sem nada expressar. Na infância eu não sabia rezar. Que importava se Deus e diabo são meninos, Que discutem por impar e par. Na infância pouco importa o amar, Apenas amamos sem nos preocupar. Na infância eu não sabia amar. Mas não discutia por impar e par, Se na infância é feio brigar... Deus e diabo deveriam se amar.

David Eliom

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Sorriso do Sol Enfeitiça-me, leva-me contigo. Lança-me ao infinito verde que me faz ver. Encanta-me e diga-me: Tu és meu prisioneiro. Encarcera-me na masmorra que te mantém em vida. Visita-me, aguardo-te sem fechar as janelas d’ alma. Abraça-me aqui chegando, toda visita ao coração é curta! Depois prenda-me novamente em vossos rosados lábios. Quando fores, gritar-te-ei feito louco, como fizera um louco às margens do Ipiranga. Aguardar-te-ei o retorno independente de morte. Contemplando em minhas memórias teu sorriso lindo. A décima nona aponta-me o momento de ver-te novamente. Existirei um dia mais! Eu Sou a sombra tu és minha Luz. Brilhe incandescente traga-me a vida. Deixe-me sentir teu perfume de Saron. Véu natural, permita-me tocar-te os fios de ouro. Inclino-me de rosto nas flores que encobrem teus pés. Pedindo-te que me envolva em tua beleza. Criação dos deuses, onde está vossa imperfeição? Escondestes no abismo inacessível? Ou jogastes para fora de si criando-me? É chegada a vigésima segunda hora, tu tens que ir! Voltar-me-ei à costumeira inexistência. Não gritarei como outrora as margens plácidas. O herói sábio também silencia... Mas não se deita eternamente em berço esplendido. Amanhã espero-te sorriso do sol, Enquanto isso orbito em torno de ti.

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Quem sou eu Eu sou o que sou. Sou a conta matemática mais complexa, pois não existem resultados definidos, aplicáveis ou publicáveis. Sou a lenda que se conta mil vezes de formas diferentes. Sou o dialogo de um minuto que ecoa eternamente. Sou a citação do poeta: “Um contentamento descontente”. Sou uma experiência aplicável em mim mesmo. Sou o átomo mais complexo do universo. Sou o único poema sem versos. Sou a inspiração do Grande arquiteto Sou ação e reação. Sou poeira de estrela. Faísca da criação.

Saudade Saudade é força dolorida, Destino de quem sabe amar.
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Saudade Saudade é força dolorida, Destino de quem sabe amar. Dor que não mostra ferida Dor que grita, sem ecoar. Retira da alma um gemido, Que poucos conseguem escutar. Retira do corpo um suspiro, Que poucos conseguem notar. Traz no riso um canto dolorido, Que o rosto não sabe disfarçar. Põe em conflito mente e espírito, E os olhos começam a chorar.

O SONHO Em meus sonhos Aparece-me um ser de asas longas,
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O SONHO Em meus sonhos Aparece-me um ser de asas longas, De veste alva jeito de anjo Cantarolando dialeto estranho Onde só reconheço a palavra amar. E nesses sonhos Sorri pra mim, Sorriso estranho só de quem ama Provocando-me talvez, sei lá. Continuando a sonhar Aproximou-se angelical E abraçou-me abraço estranho Como se amasse me abraçar. Sonho sonhado Acordo agora Mente confusa a imaginar, Falou-me o anjo falar estranho. Só entendi amar-amar.