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Frase de Fernando Pessoa

Qualquer coisa de obscuro permanece No centro do meu ser. Se me conheço, É até onde, por fim mal, tropeço No que de mim em mim de si se esquece. Aranha absurda que uma teia tece Feita de solidão e de começo Fruste, meu ser anónimo confesso Próprio e em mim mesmo a externa treva desce. Mas, vinda dos vestígios da distância Ninguém trouxe ao meu pálio por ter gente Sob ele, um rasgo de saudade ou ânsia. Remiu-se o pecador impenitente À sombra e cisma. Teve a eterna infância, Em que comigo forma um mesmo ente.

Fernando Pessoa

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Pensador.com

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"Eu ja disse, mas vou repetir: Não se represa um rio, Não se engana a natureza,
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"Eu ja disse, mas vou repetir: Não se represa um rio, Não se engana a natureza, Faça a represa o que quiser, Pois o rio cedo ou tarde vai arranjar um jeito de rasgar a terra, Abrir um caminho, E voltar a correr em seu leito de origem"