Frase de António Prates
Fala-me do tempo e das intrigas, e dessas coisas que dizemos por falar… Diz-me prosápias das modestas raparigas, que fazem renda numa casa à beira-mar. Diz-me essa história proibida de dizer, arrecadada no cacifo dos segredos… Conta-me um verso, daqueles que dão prazer, quando as vagas fazem rimas nos rochedos. Canta-me um fado, com a tua voz castiça, denunciando os infortúnios da miséria… Fala do povo, do divino, e da justiça, com essa crença que a justeza faz etérea. Diz um olá no meu ouvido encortiçado pelo silêncio das palavras mais esquivas… Fala do conto que não foi sequer narrado no nobre esboço do condão das narrativas.
No pensador.ai desde