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Frase de Míriam Morata

⁠"A Depressão é a faca que corta a veia e agora não temos tempo para nada, além de tentar conter essa hemorragia, ainda que nosso coração saiba que não iremos conseguir. Não sei se tudo isso é uma maldição ou uma bênção; um teste sádico, ou um ensinamento precioso. Eu sou a minha história, sou as emoções que experimentei e o amontoado de sentimentos que me rasgam e abraçam. Sou até mesmo a vontade de desistir de tudo e sumir, para não sei onde; até mesmo a vontade de saltar para fora da ponte da vida. Então descobri que desistir não é opção. Opção é arrancar das vísceras e do centro de cada ferida, um sentido para a vida. Como transformar em felicidade e esperança, esse amontoado de horas insuportáveis e solitárias, que carrego nas lembranças secretas e mais dolorosas que parecem grudar na minha Alma? Como atravessar essa noite escura da alma e acender uma luz, com o resto de combustível que ainda existe em mim? Que argumento utilizar para gritar para eu mesma, que a vida vale a pena e desistir não é opção? Haverá alguma fórmula para transmutar a piedade em paixão, medo em esperança; os fragmentos do dia em eternidade? Encontrar um sentido para a vida é a única maneira de não esvaziar a alma, da seiva sublime que a alimenta e não morrer um pouco a cada dia de desencantamento. Encontrar uma razão para existir é inventar argumentos que justifiquem todas as horas, todos os dias em que o trágico ofício de viver esteve à espera da minha mão e eu não acreditei na habilidade desse instrumento tão estranho aos meus vazios e medos. Encontrar um significado para a vida é descobrir que o Universo merece ser amado, eu mereço ser amada... É acreditar que o mundo merece uma chance, eu mereço uma chance... e desistir não é opção porque eu mereço continuar. É difícil? Muito mais do que isso, conviver com a Depressão é uma descida ao inferno, mas quem pisou no fundo do inferno pisa em qualquer chão, desce em qualquer poço e quando entra no túnel escuro não procura por nenhuma lanterna, porque sabe caminhar no escuro sem medo. Todas as facas que me cortaram me fizeram mais forte, me ajudaram a construir essa mulher que hoje consegue resignificar a vida e quando eu olho para cada cicatriz, ouço a mensagem – “você conseguiu!” Nós gostaríamos que as coisas fossem do nosso jeito, tolice. Como em uma linha de produção, não temos ideia de como será o produto final, para que serve ou o que o autor desse projeto pretende com isso. Fazer a nossa parte o melhor que pudermos, é só isso que podemos tentar e nem sempre conseguimos. E quando pensarem em jogar a toalha peguem essa toalha, enxuguem o suor e as lágrimas e continuem. Vocês vão abençoar tudo isso, um dia... não hoje, mas um dia e esse dia merece ser vivido. Continue caminhando e se o sapato apertar, vai descalça porque o que você procura está logo ali." ... eu não joguei a toalha, ainda bem.

Míriam Morata

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Míriam Morata

⁠Não se arrependa jamais de ter conhecido determinadas pessoas e permitido que elas compartilhassem sua vida, porque as pessoas boas trazem felicidade; as pessoas ruins trazem experiência e as pessoas más ensinam uma lição que precisávamos aprender, geralmente é sobre nós mesmos.…
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⁠Não se arrependa jamais de ter conhecido determinadas pessoas e permitido que elas compartilhassem sua vida, porque as pessoas boas trazem felicidade; as pessoas ruins trazem experiência e as pessoas más ensinam uma lição que precisávamos aprender, geralmente é sobre nós mesmos. Em todas as ocasiões, você ganha alguma coisa, porque na vida, tudo o que você aprende faz de você um vencedor. E quando as pessoas más forem embora, quebre todas as correntes de lembranças ruins e mágoas, rasgue todas as histórias e feche essa porta para sempre. Não carregue lixo na vida e nem no pensamento. Lixo inclui ódio, mágoa, desejo de vingança... mas também não carregue pessoas que te fazem mal. Nós temos a mania de achar que perdoar significa acolher e trazer para o nosso mundo. Não! Perdoar é tirar o veneno do ódio de dentro do coração, perdoar a si mesmo é se libertar da culpa e da frustração e colocar a pessoa para fora da sua vida, por respeito à você.

"Para alguns o coração sussurra, o meu lança um grito selvagem e me joga no palco da vida, desde meu primeiro suspiro. Não quero a brisa morna, prefiro as rajadas de vento que me arrastam em direção a esse caos bendito, que me alimenta como o Sol alimenta o ipê e permite o milag…
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"Para alguns o coração sussurra, o meu lança um grito selvagem e me joga no palco da vida, desde meu primeiro suspiro. Não quero a brisa morna, prefiro as rajadas de vento que me arrastam em direção a esse caos bendito, que me alimenta como o Sol alimenta o ipê e permite o milagre da flor. A Paz me enternece, mas é pouco para esse coração anárquico e faminto. De que matéria são feitos os intensos? De poesia, inquietação, sonhos imensos que parecem zombar das regras e desafiam até mesmo o medo do medo. Se for para sentir medo, que ele me paralise e me permita conhecer o assombro de existir, que me permita sentir a assustadora certeza que sou apenas um ponto ínfimo neste Universo que nem sabe que eu existo. Sou Nada? Então que eu me dilua nesse Nada e me embriague dessa pequenez. Quero sempre mais, quero tudo e que esse tudo escorra por cada poro para que eu me transborde. Se eu posso tocar o céu, não será através da prece, quero escalar um raio numa noite qualquer de tempestade. Eu sou o estrondo do silêncio. Àqueles que não conseguem entender tamanha fúria e fome, eu só posso dizer que sinto muito."

⁠Alguns dizem que a morte nivela todos mas, de que adianta nivelar embaixo da terra? Eu acho que o sofrimento e a constatação da nossa impotência diante da Vida é o que nos nivela. Quando compreendemos, não no intelecto mas, nas visceras, que não temos nenhum poder sobre nada e…
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⁠Alguns dizem que a morte nivela todos mas, de que adianta nivelar embaixo da terra? Eu acho que o sofrimento e a constatação da nossa impotência diante da Vida é o que nos nivela. Quando compreendemos, não no intelecto mas, nas visceras, que não temos nenhum poder sobre nada e o próximo instante pode ser o último, então nos sabemos humanos e iguais.