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Outras frases de Erico y Alvim

⁠OLHAR DO GATO é você que batuca na pele dos náufragos os toques da Revolução & da Esperança?
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⁠OLHAR DO GATO é você que batuca na pele dos náufragos os toques da Revolução & da Esperança? é você que distribui casas de caracol aos perdidos e abandonados na noite louca para que o abismo seja ouvido acumulando cinzas de estrelas & coroas de lata? estradas mal iluminadas levam aos portões de paraísos esquecidos as poucas travessias que restaram salvam as cabeças dos que planejaram o luxo esquecendo dos semelhantes como esperar bom senso de quem se doutora para vender o próximo? como decifrar o olhar do gato frente à espiritualidade se a vantagem material só interessa aos que fazem da fraude razão de Poder? os passos são os mesmos em São Paulo, Dakar ou Pequim solidão e desvios fazem oportuno o saque é preciso ligar fibra ótica no coração e aguentar o baque quem desenha a fantasia do amor decora o horizonte de perlimpimpim porém, da janela a visão da manhã é um manto real que enfeita ratazanas sem nenhum escrúpulo ou misericórdia que justifique surtos

⁠MOTORISTA DA LUA É na rua que eu lhe vejo sem-sentido mulher de avessos,
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⁠MOTORISTA DA LUA É na rua que eu lhe vejo sem-sentido mulher de avessos, olhando a história do céu você lembraria do tempo que rebeldia passava perto nossos caminhos. Quando andávamos na lama saber o percurso do sol fazia a gente acreditar os ninhos dos deuses estavam a ponto de cair as leis do mundo seriam pregadas por nossas mãos livres de correntes e nem de longe suspeitávamos um do outro, éramos viajantes e a estrada nosso espelho sem imagem Tão fortes as certezas que o vento era nosso aliado, tão fortes as certezas que a chuva regava nossas sementes, tão longos os caminhos - nossos carros sempre a sair, mas logo o mundo ficou real os caminhos eram sem rumo. Quando você me vir de novo saiba que eu sou outro, enraizado ao caminho errado ando pelas ruas rasgado de frio e não reconheço ninguém, quando paro na estrada é para ver que o tempo me fez esquecer de mim, guiar sob os mistérios da lua é o destino dos perdidos vou embora, sou dos viajantes o que se despede dos sonhos lavando o rosto no rio ao luar a verdade crua quando é dia sou apenas pó de noite motorista da lua

⁠IMIGRANTE quando o imigrante canta
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⁠IMIGRANTE quando o imigrante canta ao nascer do sol magos despertam do sono de milênios e tiranos perdem o pique do riso porque seguir é o contrário da partida e a marca que fica é a flor deixada no degrau