Frase de Pedro Felipe
O pequeno principe de lugar nenhum No reino de estrelas distantes, entre asteroides e sonhos, Vaga um príncipe, não mais um menino, mas um viajante solene, Que em busca de um jardim de rosas, perdido no espaço, Carrega um coração feito de versos, onde a esperança se esconde. Ele traça linhas invisíveis em um céu de mistérios, Cada traço um desejo, cada estrela uma promessa. Mas a rosa, bela e efêmera, permanece fora de alcance, E no espelho do cosmos, reflete um anseio não realizado. Em terras de areia e vento, uma raposa de pelagem dourada, Sussurra enigmas sobre cativar e ser cativado, Mas suas palavras, como o vento, dissipam-se no vazio, Sem tocar o âmago do príncipe, sem transformar o efêmero em eterno. A raposa, um eco da essência do príncipe, Uma sombra projetada nas areias do tempo, É talvez uma ilusão ou um reflexo distorcido, Uma imagem fragmentada de um ser que nunca conheceu plenitude. No crepúsculo de um planeta solitário, Onde o amor e o cativar se encontram e se perdem, O príncipe caminha, passos levianos, em uma dança de promessas, Mas o jardim de rosas, seu tesouro perdido, permanece invisível. Cada planeta que ele toca, cada rosa que ele não encontrou, É um passo no labirinto de um coração inatingível, E a raposa, que nunca se cativou, Revela a dualidade de um príncipe que também nunca se cativou. Quando as estrelas brilham e o silêncio se faz profundo, O príncipe, uma alma em eterna busca, Encontra, ao final do caminho, apenas a vasta solidão, E o espelho de um sonho que nunca floresceu. Em uma terra onde as ilusões dançam e os ecos são eternos, O príncipe e a raposa, entrelaçados em um destino imutável, Contemplam o horizonte, onde a rosa, o amor, e o cativar, São sombras de uma existência que nunca se completou.
No pensador.ai desde