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Frase de Mirla Cecilia

CÂNCER Gostaria de lamentar da vida também... Como um fato comum...mas, não sei se seria justo. Tive longos meses batalhando contra um câncer. Muito doente, tinha hemorragias todos os dias e estava grávida. Precisei muito de força... Mas não tive os meu queridos amigos ao meu lado e não os condeno por isso. Ouvi a médica dizer ao meu pai no telefone que eu estava morrendo. Sim, quando você não está preparado pra guerras que você simplesmente não compreende, é difícil mover a luta. Diziam que eu não poderia ter aquele filho. Que ele não teria saúde, entre outras coisas intragáveis. Ah, me espanto com minha própria lembrança. Minha alma estava no escuro, pois a vida já não me trazia sentindo de amar. Havia quatro paredes dentro de mim e sobre mim. Meu filho, era Deus no meu corpo, manifestando esperaça no meio de tanta dor e abandono. Até eu mesma me abandonei, me odiei, acreditei em cada ranger de dor da minha carne. Mas, a única coisa que eu não podia abandonar, era o meu filho. Queria que tudo me ocorresse, mas que nada atingisse a ele. Eu pedia pra Deus que eu fosse atingida, mesmo questionando a minha fé, meu merecimento... Acordava e dormia fazendo preces para que o meu filho ficasse bem, e fosse muito amado por todos, nunca pedia algo pra mim, eu só queria poder olhar o rosto do meu bebê. Polpando vocês de detalhes intragáveis ...Quero que saibam que Deus não foi bom comigo. Ele foi maravilhoso o tempo todo... O câncer regrediu e desapareceu após o abraço que Deus me deu... o nascimento de Benjamim. Lido com a realidade de forma clara, estou aprendendo a viver em um corpo, mente e espírito que muitas vezes se contradizem, mas estou tranquila, pois quem elabora minhas lições é maior que tudo isso! Deus me deu um tempo da vida para amar... e este é o meu maior motivo pra querer amar verdadeiramente as pessoas desconhecidas ou não, afinal o amor é cego. "O coração tem razões que a própria razão desconhece." A cada dia esta frase compartilha novos sentidos em mim.

Mirla Cecilia

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Mirla Cecilia

⁠A falta de gentileza é como um céu nublado que vai cobrindo o sol aos poucos, sem pressa, até que você percebe que o calor se foi. Ela chega silenciosa, como se fosse nada, mas é um nada que pesa, um vazio que ecoa. É como andar descalço por um caminho de flores e, de repente, s…
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⁠A falta de gentileza é como um céu nublado que vai cobrindo o sol aos poucos, sem pressa, até que você percebe que o calor se foi. Ela chega silenciosa, como se fosse nada, mas é um nada que pesa, um vazio que ecoa. É como andar descalço por um caminho de flores e, de repente, sentir o espinho que você nem viu crescer. Seria tão simples, não? Oferecer uma palavra doce, um sorriso que ilumina, como quem abre a janela e deixa o sol entrar. Mas, quando não se faz, o dia esfria, as cores desbotam, e a alma parece encolher. A falta de gentileza é essa ausência que raspa de leve, um vento que vai secando as folhas de dentro, até que, sem perceber, estamos áridos. E o mais curioso é que ela corta em dois tempos, como uma dança mal ensaiada. O primeiro golpe é no outro — aquele que esperava uma ponte e recebeu um muro. O segundo, mais sutil, vem de volta, atinge quem a nega, porque negar gentileza é como negar água a si mesmo enquanto atravessa o deserto. No fundo, é assim: a vida vai se tecendo entre gestos pequenos. E cada ato de gentileza é como uma linha de seda que segura o tecido firme, evitando que ele se rasgue. Quando falta essa linha, o tecido da convivência vai se desfazendo, ponto a ponto, até que o vento leva tudo. @poeticainterstelar

O ser humano costuma forjar-se. Na perspectiva de se auto afirmarem melhores e merecedores, surge uma forma desigual sobre outros. Então, somos tudo que queremos afirmar? É ausente a balança mediadora de escolhas e sentimentos tão baixos e estúpidos.
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O ser humano costuma forjar-se. Na perspectiva de se auto afirmarem melhores e merecedores, surge uma forma desigual sobre outros. Então, somos tudo que queremos afirmar? É ausente a balança mediadora de escolhas e sentimentos tão baixos e estúpidos. Mas o que é ser estúpido? É Saber demais das teorias e não exercê-las? Ou é zombar da nossa condição, limitação e veracidade? Para que serve o nosso intelecto sem a maçã do limiar que há em existir imperfeito? Devo aproveitar-me de minha imperfeição para castrar meu estado existencial? Pra que se vestir de tanta estupidez e arrogância? Se nada terei no universo sem sombras de dúvidas.. Ninguém deve pertencer ao inferno. Mas instintivamente, perde-se muito da vida criando sementes daninhas e que geram frutos. Para que serve a vida, se não noiva-la com a gratidão e generosidade?