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Frase de Sérgio Júnior

⁠⁠Ei você, homem nu, casa sem porta, coroa de pena. Sabes que não querem seu bem, que o que te detém vem de um esquema? Pois bem, já faz um tempinho, te empurram no ninho, que te fazem de escudo. Aproveitam sua pouca instrução, dizem o que serão, te ensinando ser mudo. Assim como os brancos chegaram, mostraram espelhos e roubaram-te tudo. Agora, passas na TV, a atração é manter, os seus glúteos desnudos. Você poderia ser rico, criar o seu filho e porque não seu nico. Mas algo longe da floresta, destrói a sua festa desde o dia do fico. Talvez sua vida pacata ai dentro da mata, te impeça o acesso. Ao mundo em um outro sistema, internet e antena, educação e progresso. Escuta honorável cacique, inerte não fique, nesse pau a pique. Respeito seu posto, sua crença, sua experiência, sua meta, me explique. Para que tanta mata e lama, sem sustento para tribo e para quem tu amas. Essas terras, oh minha nobreza, de tanta beleza, pode ser Bahamas. Procure se misturar com a gente, ser independente, venha prosperar. Não seja mais alvo de ongs como ping pong de quem quer te explorar. Não se deixe ser uma atração para outra nação, a floresta é o aquário. Que guarda animais com flechas, em tem po de rifles, o povo Hilário. Essa mania de cercear expressão, cultura de anão conto do vigário. É a garantia da grana, de gente que mama, lucra com documentário. Venha nos ensinar sua cura, que nós te ensinamos cultivar o café. Embora não falamos a sua língua, queremos seus segredos e te ensinar nossa fé. Também você, musculo de ferro, resistente ao sol, olhos de candura. Já percebestes que insistem em inocular, em ti a insegurança por sua pele ser escura? Pois bem, esse tema nefasto não pode ser lastro, nem escolher-te cadeira. Não deixem que assim que te vejam, só falem de tranças e de capoeira. Não que o assunto seja vergonha ou que o tema seja sempre pauta pejorativa. É que a pele bronzeada é da peaozada e também da executiva. O marinheiro que te deu duro trabalho, jogava baralho de cartas marcadas. Porém o momento é outro, a dor se foi no esgoto, é a retomada. Da força oriunda de uma terra, do vale, da serra, da força oculta. Do seio que amamentou, sem saber se a criança se tornaria adulta. Da falta do leite materno, calor do inferno, malária a matar. Superou tanta dificuldade, chegou na cidade, atravessou o mar. Porque deixar que os centavos te façam escravos e traga agonia? Potencia, beleza e ironia, a dádiva da África chegou na Bahia. E você branco maneiro, que no sol fica vermelho igual ao camarão. Você, olho de Europeu, junta ele, tu e eu e sejamos irmãos. Está na hora de se unir sem pinima, menino e menina e os indecisos também. Que seja igreja católica, espírita ou retórica apenas do amém. Quem constrói alguma coisa sozinho, sem falar com o vizinho, sem orientação? Saiamos juntos agora, na nova aurora, todos pela Nação. Que a divisão das capitanias, se findou já fazem dias, as tordesilhas se sucumbiu. Agora somos pátria admirada, conhecida e invejada, somos nós o Brasil.

Sérgio Júnior

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Sérgio Júnior

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⁠Dominado pelos benefícios da calma de sua presença. Agora um menino inseguro e chorando a sua ausência. E esse é o ponto em que você é dualidade, bem e mal, guerra e paz.
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⁠Dominado pelos benefícios da calma de sua presença. Agora um menino inseguro e chorando a sua ausência. E esse é o ponto em que você é dualidade, bem e mal, guerra e paz. Porque hoje aqui não estás, ora choro e ora pego-me rindo, nas lembranças que sua falta traz. Sergio Junior