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Frase de EdsonRicardoPaiva

Quando vir que o dia começa Não se apresse em declarar-se grato Pelo simples fato de viver ainda Os pássaros e as flores demonstram gratidão Sendo parte integrante da natureza E o fazem com simplicidade Sem mostrar ou demonstrar Nem pressa e nem gritaria Observe o silêncio do vagalume Na nuvem de tempestade Que se agiganta e encobre a montanha A outra montanha, de altura tamanha Cujo viço leva o cume a sobrepor-se à chuva O som das águas na voz do rio que canta A sombra sob a árvore Onde a abelha faz colmeia E a aranha monta e desmonta Sua linda e complicada teia Atravessando a sua breve vida Em divina serenidade Permeando a nossa, enquanto isso Compromissada em viver Sem compromisso e nem nada A verdade perene Eternamente equilibrada Pois as grandes obras Mesmo despercebidas Estarão sempre lá Pra quem ainda quiser aprender Que reconhecer a tudo isso é, sim Agradecer a Deus Guardando em paz o coração Enxergar a palavra No silêncio das coisas que Ele faz Exortar gratidão Buscar a ciência e a justiça Ler nas entrelinhas Das coisas que estão invisíveis Apesar de simples e cristalinas Deus trabalha humildemente No pulsar da maior estrela e na forma da formiga Que recolhe a folha morta Por isso, se o dia amanhecer Agradeça a vida em atos Veja que a resposta estava junta Muito antes do advento das palavras Pensamentos ou perguntas Onde o vento somente as multiplica E assim como o dia começa Enfim, toda vida termina Culminando quase sempre Em súplica que descreve E apesar de tudo isso Aquilo que não se via Sempre esteve E estava lá todo dia. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva