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Frase de Tereza Duzai

Repulsa É isso! Pretendo cuspir bem no meio da testa da Senhora Persona E, não seja cínico! Eu não haverei de cumprimentá-la com aceno respeitoso de cabeça, nem mesmo pronunciarei um "olá" pálido, com evidente desgosto. Para quê? Não é mesmo? Sempre será melhor fingir que não a vi, sair, voltar noutra hora, se me for possível. Imagine você: e se ela perceber algum indício de simpatia em meus gestos? E se me estender a mão? E se chegar ainda mais perto e me perguntar como está minha saúde? Minha vida? E, muito pior: e se me abraçar? Oh! Não! Não! Eu conheci uma mulher que morreu de repulsa. Sim! Morreu de RE PUL SA. RE PUL SA Morrer de repulsa... Ouça os murmurinhos: - Do que ela morreu? - Parece que de repulsa. É bonito morrer de repulsa. É! É isso! Eu quero morrer de repulsa. Quero encontrar Inês mais vezes, apertar sua mão durante um breve contato visual. Tanto quanto eu possa suportar. É, quem sabe um BRE VE CON TA TO VI SU AL Que Lindo! Que lindo morrer de repulsa. Que lindo, meu Deus!

Tereza Duzai

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Pensador.com

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⁠Não perturbe meu silêncio Porque você não sabe nada sobre ele, Porque, enquanto eu falava, você não quis me ouvir; Agora ele tomou dimensões descomunais, Sutil, sem fúria. Criou tentáculos entre os quais me abrigo sentindo a pulsão de sua profundidade, a viscosidade de sua pele. Vocẽ já não consegue alcançar minhas mãos, nem eu as suas. Lágrimas silenciosas descem, evaporam, drenam meu corpo, pouco a pouco... Você conhece o poço dos silenciados? Nele conversamos nossas dores sem falar. Lá, o tempo se divide em dois, E você poderá ouvir os ecos da mudez do mundo.

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⁠Conspiração Corra e grite! Vá embora enquanto é possível seguir com suas pernas! Não ignore os perigos! Não há vergonha alguma em lutar por sua salvação. Silêncios indeléveis, Histórias indescritíveis. Muitas vezes o melhor a fazer é dar as costas, Evitar o confronto e salvar uma vida outra, que não a sua. Será a esperança a máscara humana da vingança? Será a perversidade a marginalidade da paixão? Sua ilusão, minha dor. Vá! Siga com suas pernas. Poucas pessoas como eu acreditam nessa possibilidade, E, assim como eu, poucos evitam despedidas, Porque também a dor pode ser um meio de superação. Olhos tristes são como vulcões submarinos; Cães envelhecidos e abandonados, outrora estrelas em shopping centers ao colo de soberbas senhoras Se nos encontrarmos numa dessas esquinas, ou em algum deserto, Não me abrace! Não chore! Talvez possamos nos banhar em águas transparentes, E acariciar as cicatrizes de nossa sobvivência

À Beira do Céu Algumas rosas podem morrer durante a primavera. Quando o inverno é o suplício de suas raízes,
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À Beira do Céu Algumas rosas podem morrer durante a primavera. Quando o inverno é o suplício de suas raízes, Nem mesmo o sol tem poder para reanimá-las. Absorção, ausência... Choram as nuvens em tardes de verão, Lágrimas ácidas, arco-íris: alucinação. Cérebros drenados. Um ciclone atravessou meus tímpanos. Como poderei ouvir suas queixas? Estrelas tingidas, céu em transe, Meu templo passa. Levarei flores em seu túmulo. De quando em quando? Uma vez ao ano. Naturais? De modo algum! Basta de mortes sobre seu corpo. ⁠