Frase de Mariana Mens
Realidade inventada Vejo o sol, vejo o mar; Vejo as ondas sobre o mar, vejo a lembrança de viajar; Vejo que estou sob a luz do luar, vejo o tempo passar; Vejo a chuva tudo molhar, vejo a estrela brilhar; Vejo esse meu sonho acabar, vejo-me a tentar tudo melhorar; Vejo esse meu pensamento tentando melhorar se acabar; Vejo esperança no olho brilhar, vejo a beleza em tudo que há; Vejo esperança nos olhos de uma criança, mas não vejo mais em meu olhar; Vejo a beleza em todos, mas não vejo em mim, tão pouco reconheço meu reflexo; Vejo que estou presa neste baú a que devo chamar de coração, estou aqui esquecida; Vejo que não tenho ações nem reações, pois estou presa neste coração; Vejo que tudo que há de bom em mim está aqui, mas está guardado e preso no fundo deste baú onde ninguém pode ver além de mim; Vejo que deixei de sentir, vejo meu olhar se apagar e se calar; Vejo o meu sorriso aqui escondido e preso neste baú a que devo chamar de coração; Vejo meus sonhos se perderem, minhas esperanças desaparecerem e eu estamos aqui presos sem ter como reagir diante a essas injustiças; Vejo as ondas sobre o mar, vejo a lua a noite iluminar; Vejo que meu baú foi-se a atirar sobre as ondas deste mar; Vejo que dói me lembrar, vejo eu neste mar me atirar presa dentro deste baú; Vejo que aqui não é mais meu lugar, mas não tenho como escapar terei que junto a este baú, chamado coração, devo me atirar; Vejo meu lar desmoronar, meu ser desaparecer e meu sonho de esperança acabar; Vejo agora que acordei tudo ainda está aqui, nada mudou; Desse sonho de desabafo e esperança acordei;
No pensador.ai desde