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Outras frases de Carlos Cezare

Que vontade de fotografar os meus pensamentos, mas não sei se conseguirei revelá-los depois.
Palavras de um analfabeto Eu quero te ver Em todas as palavras
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Palavras de um analfabeto Eu quero te ver Em todas as palavras Que ainda vou escrever Em cada sorriso que desenhar Ainda que as minhas mãos Trêmulas pela fragilidade Da desigualdade do meu olhar Frente à maturidade do teu corpo Me impeça de pensar Que o lápis em cima da mesa Está pronto pra começar O que ainda está a palpitar Perto de você Sou um analfabeto Que olhas as figuras do livro Imaginando o que está escrito Que sonha rimar com o teu olhar Procurando nas estrelas Os versos certos no incerto Brilho de uma noite de luar Hoje sei que o amor Carece de cada detalhe teu Para sobreviver ao voraz Silêncio destes momentos Em que posso ouvir inexplicavelmente Os mudos cantarem com louvor Para o surdo que sou A sinfonia do teu aroma Sou a criança que aprendeu andar E sorriu pela primeira vez Descobrindo como é bom caminhar Em direção aos teus lábios Doces e inocentes Perturbadores e calientes Desnudos pelo tempero Da chama que nunca se apaga Sobre a página em branco Arde o inverno dos meus vocábulos Sobre o meu peito floresce A primavera dos teus predicados Enjaulados numa exclamação Ponto final da minha liberdade Frieza pudica da sua interrogação O único veneno da sua beldade Não te garanto a minha breve passagem Pois quando eu for alfabetizado Posso aprender a ver além das imagens E encantar-me com as palavras.