Frase de Felipe Oliveira
Os limites da bondade humana Hoje me peguei pensando em como o ser humano, movido pela própria arrogância, exige as coisas de acordo com sua vontade e no seu momento. Pede um favor e quer que seja feito imediatamente. Mas, se você não pode atender, passa a ser uma pessoa ruim. Se você atende, tudo parece mudar com um simples "obrigado", como se essa palavra fosse suficiente para apagar a impulsividade, a cobrança e o desrespeito demonstrados anteriormente. E assim o carrossel continua girando: Pede, insulta, pede novamente, esquece. Vive na ingratidão e na certeza de que os outros devem estar sempre disponíveis. Mas existe algo ainda mais revelador: quando você finalmente recusa, essa pessoa não consegue aceitar um "não". De repente, todos os favores que você já fez deixam de existir em sua memória. O que antes era obrigação sua agora se torna motivo para mais insultos e cobranças. É nesse momento que você percebe aquilo que talvez já estivesse escancarado há muito tempo: aquela pessoa não enxergava você como alguém a ser respeitado, mas como um burro de carga. Alguém útil enquanto estivesse disposto a carregar os pesos que ela não queria carregar. Hoje li uma frase que serviu como chave para abrir esse pensamento: "Cavalo manso, esperto monta em cima." Uma única interpretação pode revelar inúmeros pensamentos e ocasiões. Não viva permanentemente à disposição de pessoas que confundem sua bondade com obrigação. Você não precisa se justificar a todo instante. Um "não" já deveria ser suficiente. Nem tudo precisa acontecer de acordo com a vontade de alguém. Existem limites, circunstâncias e barreiras morais que precisam ser respeitados, mesmo quando não agradam. Aprenda a dizer não sem culpa. E, acima de tudo, não se torne tão disponível a ponto de esquecer que você também possui limites. Porque, quando alguém se acostuma com um cavalo manso, dificilmente pergunta se ele ainda está disposto a carregar alguém. Às vezes, a maior demonstração de respeito por si mesmo é simplesmente parar de oferecer aquilo que nunca foi verdadeiramente valorizado.
Publicada em
Fonte e informações de autoria
Pensador.com
Abrir fonte original (abre em nova aba)