Frase de Félix Augusto Lopes Andrade Junior
No Algoz do Navio Negreiro Eu escritor, poeta e passageiro, Acordei em meio ao algoz de um navio negreiro, Observando cada sofrimento de um povo, Em meio a um devaneio, Qual será o objetivo tão plena perversão? Gritos de arrepiar os cabelos, Seres humanos jogados em meio ao mar, Por mera ineficiência, E eu ali assistindo este sofrimento, estas mortes e estes maus tratos, Sem saber o que fazer, Rezei para as noites sombrias que avistassem uma terra firme, Fixei meus joelhos rentes ao solo da caravela, E avistei terra firme. Oh, povo sofrido, Deram-lhe suas almas para o lucro e o aconchego dos burgueses, Meu sofrimento também deste povo, Em meio a minha veia a rastro de sangue negro, Resolvi escrever em meio de minhas poesias, A luta de um povo sofredor, batalhador, Que nunca se entregou ou muito menos se abalou.
Félix Augusto Lopes Andrade Junior
No pensador.ai desde