Frase de Augusto Galia Fernandes
Mordomo Querido Uns meses que parece eternidade, Como os meus versos de palavras frias, O seu ceifar, entre murmúrios e saudades, Nas vísceras da vida, a criar na dor suas sintonias. À inevitável senda, em palavras dissonantes, Testemunha e vítima das desventuras terrenas, Percorrendo o espectro das existências distantes, Num poema sem eufonia, rimas atrozes ou pequenas Que no além, sejas agora o eterno guardião, Das memórias vivas, dos feitos e desfeitos, Entre a terra e o além, numa eterna transição, Meu mordomo querido, meu amigo eleito. Descansar? Paz é utopia, e no além não há sossego, Paulo, mordomo querido, na eternidade de um enredo, Guarda-nos de teu posto, nas sombras do teu eterno apego. Sob constelações, teu serviço é divino fadário, Além da vida, és guardião, nosso eterno secretário, Na penumbra etérea, permanece o teu legado.
No pensador.ai desde