Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
O SILÊNCIO DAS ÁGUAS O silêncio sufoca a solidão Nas invioláveis raízes mortas Amordaça em ácidas mágoas E é no das silêncio das águas Que me sento encostado Ao tronco do velho loureiro Que está na margem do rio Entre as fragas escorregadias E escuto o silêncio das horas Nas memórias já distantes Limos transformados em lamas Palavras que deixam saudade Consumidas em lodos, medos Trilhos de silêncio perpétuo Caminhos feitos da imortalidade Entre o nascimento e a morte Na calmaria do silêncio das águas.
No pensador.ai desde