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Frase de Mazzarello Borone

Rendeiras O sol amanhece na terra da luz é cedo, aurora, mas mesmo assim, seu brilho já seduz. A água de azul, prateada, tremeluz, e envolve em uma visão fascinada! Coqueiros se balançam suaves ao vento, como em um adeus sonolento ao luar que se foi; brindam ao alvorecer azul, de raios quentes, brilhantes que vão do norte até o sul! E o jangadeiro moreno, chapéu de palha de carnaúba amarra a sua rede de tucum; eleva aos céus uma prece; beija a mulher com ternura; a mão forte apanha o remo, e o cesto de bambu ! Passos firmes pela praia, avista no balançar da marola, o pequeno barco que se move, ora pra lá, ora pra cá ! E ele, pescador experiente, depressa a corda enrola, e nessa hora, a sua jangada vai pro mar! De longe, com um olhar firme de esperança, enquanto a brisa os seus cabelos destrança, joga um beijo e acena é o adeus e carinho da morena! O mar, como a agradecer o gesto, envia uma onda mansa, que borbulhante, desenrola a espuma branca se esgueira pela areia, chegando bem perto, e molha e beija-lhe os pés com afeto! E a morena, de volta ás sombras dos coqueiros, nos lábios um cantaroleio, no peito um coração de amor, cheio; e nas mãos, as obras de um artista verdadeiro! Acomoda a almofada com jeito, espinhos de mandacaru no traçado feito; segurando os caroços de macaúba, tece e não pede ajuda, no pedaço de pano desfeito ! Desfiar o pano e o recompor em enchimento, bainha e caseio, com mãos seguras, cheias de permeios; dão nós coloridos de artistas, com bordados, que a nós, encantam as vistas! Nas praias, cabrochas, verdadeiras sereias, com sua arte, orgulham o Ceará, as suas lindas Rendeiras !!

Mazzarello Borone

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Pensador.com

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Saudades... Do seu perfume em minha pele, do seu gosto em minha boca,
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Saudades... Do seu perfume em minha pele, do seu gosto em minha boca, do seu beijo que me toca leve, do arrepio que me deixa louca! Saudades, da sua voz que me fala rouca da sua mão que me percorre o corpo, de me despir, quando me tira a roupa, do seu olhar de desejo, morto! Do seu suor a me escorrer no rosto, do meu a cabelo a te envolver, molhado, colado em seu belo torso! Saudades de sentir de novo o seu amor, por mim tão desejado, apagar-me o fogo, me amar com gosto!

Paraty Areias mornas, sob os pés, macias; praias de beleza ímpar,onde
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Paraty Areias mornas, sob os pés, macias; praias de beleza ímpar,onde o olhar se perde, se delicia; límpidas águas calmas que refrescam a pele, que molham, banham e são refrigério para a alma! O amor floresceu junto a ti, entre montanhas, mar e cachoeiras, por aqui, como a febre do ouro, passou, aquecendo, percorrendo as suas veias! Saltou e nadou por lagunas, entre rochas e corredeiras! Sobreviveu em dias de fé, poesia e namoradeiras! Com luares que se derramam nas solitárias madrugadas, por ruas alagadas e maresias, em brumas ora densas, ora amenas, num gotejar suave de fria e fina neblina! A vida transborda em suas vielas, aos olhares dos casais enamorados, que se encantam e se apaixonam em suas varandas ou janelas! O sol, quando aqui amanhece, o dia, quando entardece, o luar, vela por ti, e anoitece; o mar do seu leito desce; então, todo o meu amado amor, que enaltece, é Paraty, bela! Que adormece...

Violão Companheiro de horas incertas,
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Violão Companheiro de horas incertas, amigo de madrugadas abertas, dedilhar de lembranças tão certas ! Percorro o seu braço longo, nas noites que passo sem sono, acaricio suas linhas finas, sonadas, que vibram e ecoam melodias apaixonadas! É o som do amor tardio, solitário, nas horas mortas da alvorada ! E o choro geme nas cordas da saudade. Nas suas curvas, envolvo o meu abraço; e nos dedos ágeis; ávidos da lembrança do toque, suas fibras cantam, uníssonas, sonoras, plagiando sinfonias de outrora! É o companheiro amigo, solidário, que canta comigo o amor perfeito; juntinho, abraçado, bem encostado em meu peito, arrancando de mim suspiros com jeito! Em perfeita parceria, nos longos dias, madrugadas quentes, ou em noites frias; esse "companheiro dileto" tem sido por mil vezes, "o meu único afeto"! Amigo sincero, bem junto ao coração, canta pra ela minha grande paixão; o meu amor afinado gemido, chorado, apaixonado em canção; arrancado das dedilhadas cordas, vibradas e sonoras; do meu fiel violão !

Sou tua... Quando a sua boca a minha boca usa e sua mão sedenta em meu corpo ousa
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Sou tua... Quando a sua boca a minha boca usa e sua mão sedenta em meu corpo ousa com ardor arranca-me os botões, a blusa na mesa me tem, mesmo junto à louça! Sou tua... e os dedos longos percorrem-me as linhas decorando a anatomia se agarrando às curvas estremece as retas colinas minhas ou simplesmente para e assim tortura-me! Sou tua... se minha boca busca, procura e o meu peito arfa, coração dispara se sua voz sussurra me fazendo juras! Sou tua... quando em gemidos a palavra fala roucas de calor no temor me fazem surda, frenesi por seu corpo em meu corpo exala e sou tua!