Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LABIRINTO Num labirinto de víboras de todos os tamanhos Escrevo que o labirinto me mata lentamente E que quando me lerem adocem-me a esperança Deste sobressalto dentro de mim como um arrepio Ou desenganado, indiferente de rastos como uma pobre Coitadinha louca de pensamentos dispersos ao vento Nesta deriva entre os grilhões ou talvez atalhos de mim Renasço desenhando os meus próprios passos na solidão Já não sou o que fui, já fugi do meu caminho tantas vezes Sou apenas uma mulher que resvala desfalecida na alma Carnificina das palavras num momento que mente em silêncio Olho o espelho sem me ver arrasto-me na lama do inferno Encantamento da mentira adocicada prisioneira da minha mente Circunscrita por uma luz de grades frias, de feridas profundas Lambo a ferida invisível das palavras mordidas, sussurradas Fervilha o sangue das letras esquecidas de sentimentos No faminto delírio dos sinos da igreja entre o labirinto cruel Deste mundo míope desinspirado desprovido de sentimentos De aspirações traídas pelas falências da própria humanidade A desordem a injustiça imanente é feita de moribundos Gente sem escrúpulos, nada sentem encurralados no seu labirinto. ༻❀༺༻❀༺༻❀༺ -
No pensador.ai desde