Frase de Leandro Flores - o poeta do Sertão
Quero aqui em alguns versos Fazer também o meu protesto Defender o meu nordeste Do preconceito e da discriminação Eu escolho o cordel Por ser a linguagem mais fiel Que representa o sertão Pra ser sincero não entendo a indignação Dessa gente infeliz Que não sabe o que diz E só fica aí falando mal do nosso povo Só porque não fomos baba ovo De um presidente que a qualquer custo queria ganhar a eleição Mas, felizmente, essa já não é mais a questão O fato é que o nordeste sempre foi injustiçadooo Taxado por muitos de atrasado Lugar de gente sem noção Mas contra isso eu digo é não O povo aqui é tão sabido e politizado quanto você que mora aí do outro lado… e fica falando mal do meu sertão. Então, meu compadre, respeite o meu nordeste pois aqui tem sim cabra da peste E se você duvidar Pega aí Os cabras retados da literatura, da arte, da cultura E vamos aqui comparar Duvido que tem aí No seu lugar Um Luís Gonzaga Um Chico Anisio Um Jorge Amado Ou um José de Alencar Vou nem seguir com a Lista Para não te humilhar Nem vou falar de culinária, nem das praias Que você costuma vir aqui frequentar Mas se você tá acostumado Com falsidade, hipocrisia ou até mesmo com essa sua ideologia Dá no pé e vai cantar em outra freguesia Porque caráter e honestidade por aqui a gente não negocia Também não vou te Tratar com desdém E pode até continuar banhando em nossas praias que a gente não faz desfeita de seu ninguém Você pode não valer um vintém Mas por aqui, meu Compadre, o mal se paga é com o bem
Leandro Flores - o poeta do Sertão
No pensador.ai desde