Frase de Marcela Lobato
Um pouco de "emisse", desta que foi e sempre será assim, na companhia de um velho amigo. Cigarros são poesias, poemas e expressão, ao menos para mim. O que sempre esteve lá, quando nada e ninguém podia ou queria me ouvir. Hoje não sou mais fumante como antes, é algo especifico de ocasiões especiais, de vez em nunca, mas sinto falta desse velho amigo, que nunca me abandonou. Um pouco de Keep Cooler que ganhei recentemente também compôs perfeitamente o momento. Nada fala mais do que a poesia e a dor que move a arte quando não há mais nada para dizer, e quando palavras são proibidas ou insuficientes para revelar, traduzir, amenizar, ou entender o que o que está no peito, um click de nicotina, um gole, um trago, pode revelar aos olhos atentos muito mais do que a principio é. Quando as palavras não descrevem o que sentimos, e o mundo não é gentil. Quando o que falta é insuportável e dói demais. Quando nos sacrificamos e a vida nos enterra. Quando o absurdo aparece na TV, e em massas manipuladas pedindo e justificando o mais injustificável de todos os absurdos, retrocessos e perversidades. Quando o coração se parte mais de milhões de vezes. O Malboro Vermelho, para mim, sempre foi o amigo de todas as horas, e o alívio quando o caos extrapola os limites da emoção. Quando raramente consigo, ele ainda é aquele bom e velho amigo. Quando é o que resta, a única coisa que resta, do que se foi e jamais poderia ser substituído. - Marcela Lobato
No pensador.ai desde