Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
"SILÊNCIO MANSO" Silêncio agudo da espada de ferro Cresce, cresce, sobe e suspende-nos Palavras que rebentam a nossa solidão As fragas partem-se às inconformadas arestas Recordações, esperanças do grito que se desvanece Queremos gritar as mentiras desbocadas no silêncio O mundo está em chamas e só vejo fogo na imensa ruína. Aflito pranto rasga o peito com o sombrio véu, dor acerba. Cruel, pungente suspiro que no peito encerra do celeste roubo Cala-te, voz maldita que me grita nos dias de tempestade Mundo soberbo, extraviei-me no tempo do pensamento Já não ouvem nem falam, estão dispersos dos vivos ou mortos Visões diferentes, perverso, inocente, no cálice persigo um tempo Pés descalços na inquietude das madrugadas, que ficarei só Escreverei a minha melancolia em versos que deixarei na tua ausência Chegar de mansinho sem quebrar a tua solidão, que também é e será a minha.
No pensador.ai desde