Frase de Janaina Cruz
A linha tornou-se aquosa, salgada, a poesia era lágrima, geometricamente desenhada.
No pensador.ai desde
A linha tornou-se aquosa, salgada, a poesia era lágrima, geometricamente desenhada.
No pensador.ai desde
Faz-se imprescindível a tua presença, a saudade já alcançou um estado de putrefação avançada.
Folclore Serpente noturna correndo como rio por entre as árvores da floresta Despertando medo nas criaturas da noite
Folclore Serpente noturna correndo como rio por entre as árvores da floresta Despertando medo nas criaturas da noite Tinha olhos de lua, invocando as estrelas baixas.
A moça dos sonhos A moça na janela com uma flor no cabelo, moça na janela com olhar leucêmico, paisagem crua em pleno dia de sol. Aviões de papel voando perto dos passarinhos.
A moça dos sonhos A moça na janela com uma flor no cabelo, moça na janela com olhar leucêmico, paisagem crua em pleno dia de sol. Aviões de papel voando perto dos passarinhos. No bolso a esquerdar jaziam os comprimidos que ela nunca se lembrava de tomar, na ires como um risco de carvão, outro sol, sol órfão em sacrifícios geométricos. A língua doce e dissonante, pálida como os lençóis que aprenderam a gemer o teu nome, como as mãos que não seguram coisa alguma, como os pés que enraizarem prenhes de caminhos. Eu vou olhar a moça, vou observar a ferrugem que cresce em sua janela, seus dedos frágeis tangendo pra longe a amargura do sol, o mesmo sol de lanternas fazendo brilhar as ligas metálicas, o lusco-fusco dos degraus. A moça na janela tem estrela no lugar de brincos. A moça na janela é a moça dos sonhos, a moça dos sonhos de alguém.
As lanternas estavam nas mãos, todos a procura da felicidade, e ela ali, presa ao cotovelo, sofrendo ferroadas de insetos que se propagam na escuridão