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Frase de Roney Rodrigues

Garoto pobre da zona sul, de roupa e alma rasgada tecia seu verso, incerto em seu velho caderno azul. O telhado tinha uma goteira, o madeirite tinha uma fresta, Pela fresta assistia o universo, A lua, as estrelas, que linda festa. O dinheiro que o pai trazia, dava pro pão, mas faltava pra vida. A mãe dizia menino larga esse caderno que isso não dá futuro, só ferida. O garoto da favela nunca esqueceu a viela, o povo, a dor, a sirene e o caderno. Foi pro mundo muito cedo, comprou um livro, vestiu um terno. Nunca contestou as palavras afiadas de sua querida mãe. Desobedeceu ela até o fim da vida. Em seu jazigo um poema: Morreu o poeta da viela, Venha estrela e venha lua, espiar por entre a fresta. Venham cear nessa rua, Chorar a morte, fazer uma festa. Cantar seus versos, contar seu amor Fazer com que saibam que poetas também nascem do calor da favela. Roney Rodrigues em "Poeta da Viela"

Roney Rodrigues

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Pensador.com

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Te amar foi um tombo, desses de arder a pele, e deixar marca.
Eu te deixo ir, te deixo bater as suas asas de cobre
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Eu te deixo ir, te deixo bater as suas asas de cobre mundo afora, vastidão. Te deixo levar parte do que restou desse coração velho e fatigado. Eu te amarei à distância, sofrerei por discrepância, mas tudo certo. Aprendi a manter o riso ereto. Aprendi a silenciar o coração, essa pedra que escondo a sete chaves. "Vai" Por: Roney Rodrigues

Queria ser como as flores que crescem perto da rodovia. Elas suportam todo o lixo jogado pelos motoristas, todo o veneno espalhado pelos escapamentos, todo o barulho da ira humana. Elas resistem e crescem coloridas e imponentes. Enfim, uma bela qualidade: suportar o caos à sua vo…
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Queria ser como as flores que crescem perto da rodovia. Elas suportam todo o lixo jogado pelos motoristas, todo o veneno espalhado pelos escapamentos, todo o barulho da ira humana. Elas resistem e crescem coloridas e imponentes. Enfim, uma bela qualidade: suportar o caos à sua volta. "Resiliência" Por: Roney Rodrigues