Frase de Bruno M. Tôp
Os espinhos são para quem, Pensa em enganar a flor. Para aquele alguém, Que procura causar dor, Nas suas pétalas cheias de cor. Mas os espinhos também, Às vezes produzem temor, Naqueles que querem o bem, E uma prova de amor, Da rosa cheia de pudor. Foi assim que o zangão, Apesar de muito valente, Sentindo que a rosa era indiferente, Ao seu coração, Acabou tendo de recuar, Para não continuar a se machucar. Ele não recuou porque era covarde, Mas porque já tinha se enganado, Na ultima vez que tinha se apaixonado, E não queria reabrir naquele belo fim de tarde, Seu mais profundo machucado. Foi aí que ele voou para longe, Experimentou de outros pólens, Já a rosa se amargurou, Acabando por baixar seus espinhos, Para outros que passaram por seu caminho. Ambos acabaram arrependidos, Perceberam com um pouco de azedume, O motivo por continuarem sozinho: O zangão por não ter insistido, E a rosa por não ter dado uma chance, Ao zangão e seu projeto de romance. Mas agora eles estavam distantes, O zangão já não podia sentir o perfume, Que a rosa jogava no ar, Em tempos constantes, Para que ele pudesse voltar. E assim tudo ficou por um triz, Agora eles dependiam do vento, Para que realizasse seu relacionamento, Acabando no final feliz. Agora só vento poderá dizer, Se cabe ao zangão a linda flor merecer, E se a flor terá uma nova chance, Para que finalmente o amor alcance.
No pensador.ai desde