Frase de J.R. Wendell
O moinho dos sonhos Vento forte, aurora dos tempos tarda a chegar, pois ao leve impulso gira. Inerte folga, de um sopro póstumo... no tempo moinho, engenho de sonhos, venta esperança e tritura forte, ventando forte tritura a esperança e a cada volta da mó tudo vai, nada volta... Caminho absinto, pelo vento impulsionado o sopro da vida é bem vindo, mas forte, por sorte sou vago. Não espero por ninguém, mas também ninguém me espera. Entre as Mós vão girando, vez ou outra em falso, mas depois que entre elas caem, os sonhos, são pra sempre triturados... Noto passos adiante, ainda que nem sempre, rastros tento correr, bisonho, perco o pé e a aderência; sonho alto... Os amigos vão ficando para trás, ao final de cada ciclo. Alguns acompanham lembranças outros nem em pensamentos alcançam e entre as Mós vão todos ficando Sozinho fico em pensamentos, inconsciente coletivo, muitos me vêm em mente, entre dramas, retalhos e risos vez ou outra, alguém da vida real me cerca, aguçando ainda mais o meu individualismo Algumas voltas passam, sim, demasiadamente estendidas. e outras que vêm e vão nas lembranças já esquecidas outras tantas preconizando futuras sombras das que nunca virão, Todas perdidas. Da esperança restam ventos que entre as Mós vão se entretendo junto aos grãos amor e ira; e ainda que nelas não fiquem vão aos poucos a si memos moendo Do sonho ainda não disse, velha montanha formou-se das coisas que o vento trazia se não resistiu ao tempo, moinho de vento. ainda que em menor tamanho são sonhos, pequenos coloridos e esmos, parte de um todo mosaico prosaico, sabem as Mós moem a si mesmas Penso em voltar a escrever à minha amada, Mas ela dorme.. e nas mãos eu levo a carta - ainda em branco.
No pensador.ai desde