Frase de Luís Ochoa
Os que entendem , como eu, o murmúrio do amor saberão que tudo é mistério que nenhum tempo saberá descobrir!
No pensador.ai desde
Os que entendem , como eu, o murmúrio do amor saberão que tudo é mistério que nenhum tempo saberá descobrir!
No pensador.ai desde
São negras as salas da solidão. Amarram a noite, mesmo que o dia bata à porta. E ninguém chama pelo meu nome,
São negras as salas da solidão. Amarram a noite, mesmo que o dia bata à porta. E ninguém chama pelo meu nome, nem um aceno do lado de lá do medo. Olho-me inexistente no mundo, como um cadáver de alguém que por lá passou e terá partido. E não deixou conhecidos, nem ninguém que tivesse chorado a partida! Um abandonado que só a solidão deu guarida. Sempre fui um improvável na boca dos sonhos, um eterno suposto do real. Nunca o que quis de mim existiu, morri sempre antes das últimas palavras, padeci à beira das águas, junto à areia, um quase em tudo o que partia de mim. Nunca existi. Nunca ninguém deu por mim, e hoje sou filho oculto do mundo no berço da solidão.
Vou sabendo de mim no escrutínio dos dias, nas águas que vão passando pelo tempo, por cada tempo vivido, ou deixado, mas nunca me vejo completo.
O que tenho certo são paragens espalhadas, sentidos que não ficaram, e um caminho que vai contra o tempo!
Esta estrada anónima, que um dia terá nome completo, cada vez mais perto, será uma estrada fechada, ou a abertura de uma suspeita invisível do que está para lá desta estrada aqui…