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Frase de Carlos de Castro

PRAIA DA NOSTALGIA ⁠Só te vejo agora pelas tecnologias Que me mostram marés cheias E outras tantas coisas vazias Num vazio tão triste de ideias. Corpos pequeninos na praia distante, Que já foi só nossa nas noites frias De gente comigo, na areia escaldante. Que saudades quando nela eu indo Na cíclica maré da baixa-mar, Tanta areia havia para levantar Milhões de castelos para albergar Os amantes dos amores proibidos. Agora, após longos anos idos, Ainda te amo, mas de forma estranha, Praia de areia do mar dos meus sentidos, Eras a menina dos olhos meus, Quando a tua beleza era tão tamanha Que até um dia foste pintada por Deus. (Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever)

Carlos de Castro

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Pensador.com

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⁠O MENINO E A BOLA Ele ia atrás da bola. Que belo, ele a correr
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⁠O MENINO E A BOLA Ele ia atrás da bola. Que belo, ele a correr O menino de sua mãe, Que Deus a conserve e tem No enlace com seu pai, Em risonho amor de viver. Chuta, vá meu pequenino, Afaga os teus pezitos na bola, Com o esquerdo ou o direito O teu chutar é perfeito, Rumo ao verdadeiro destino Traçado na camisola. E no passar do sol pela lua, Pelo fogo, pelo ar, pela água Sem mágoa E pela terra, Um dia, nunca te esqueças Peço-te, não esmoreças, Pois a vida será sempre tua Nua e crua, Pela verdade que encerra. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)

O HOMEM DO POEMA Sempre que escrevia, agoirava: Não vale nada!
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O HOMEM DO POEMA Sempre que escrevia, agoirava: Não vale nada! Que poesia mais chanfrada!... Talvez namoro ou derriço, Ou grito agudo de lamento Daqueles que a alma vomita Numa sensata heresia, Enquanto lhe resta tempo?... Mas quando o poema nascia Na transpiração suarenta Do corte da placenta Do filho que foi dado à luz, Entre coxas de sofridão, Na mais completa escuridão Onde só se via a cruz, O homem chorava então, Já não agoirava e dizia: Eis a minha poesia Tão modesta, tão pequena, Saída da minha pena...⁠ (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)