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Frase de Cleonio Dourado

Tinha domingo que era dia de receber visita. E elas chegavam logo cedo. Parece que a mãe da gente tinha algum pressentimento nesse dia. Levanta que vai chegar gente! Ela falava enquanto preparava a massa para os beijus de tapioca. Acordava todo mundo logo cedo, dava café da manhã, ariava as vasilhas na pia, colocava naqueles suporte de ferro de pendurar panela e dava rapidinho aquele trato caprichado na casa. A mãe mandava o pai na feira comprar umas coisinhas, enquanto a gente arrumava as camas e dava uma "barrida" no terreiro. Era tiro e queda, não sei como ela acertava. Não tínhamos telefone, nem o fixo nem nada, e mesmo assim, ela parecia que tinha recebido um e-mail ou zap zap informando que fulano ia lá. Umas 10h e pouco a gente ouvia o bater de palmas lá no portão. Chegavam entrando, assim, sem protocolo nem nada. Ô de casa! Eram o tio dela, ou primo do meu pai, ou irmão de alguém ou ex-vizinho... era alguém conhecido que chegava com a família pra passar o dia. À pés mesmo, nada de chegar de carro, desciam do ônibus em alguma parada próxima e iam cruzando a poeira solta, preocupados em chegar limpos. Chegavam cedo que era pra dar tempo de ajeitar um melhorado pro almoço. Põe água no feijão! Alguém já gritava lá do portão afora. A gente, menino do mato, ficava observando aqueles abraços e recomendações lá da janela, de butuca, igual bicho, morrendo de vergonha de depois ter que ir na sala pedir a benção. Era regra: Menino, pede bênção pra fulano. A gente estendia a mão ganhava a benção e uma bagunçada caprichada no cabelo, ia de brinde. Quando vinham outras crianças que a gente não tinha intimidade, era pior ainda. Mais bicho do mato a gente ficava. As mulheres se apressavam e já iam na cozinha ajeitar um cafezinho e uma água gelada pro povo e os homens ficavam na área da frente falando dos parentes distantes e ouvindo meu pai falar das futuras reformas que queria fazer na casa. Quase sempre, quem visitava levava uma "lembrancinha" que trouxera de algum lugar. Uma lata de farofa, uma rapadura, um queijo, um docinho de leite, uma linguiça caipira, um pedaço de carne de caça ou até mesmo uma carta de um parente distante...Essas coisas que a gente que é da roça dá valor. Domingo era dia de visita. A casa ficava alegre com tanta gente. A gente ficava de ouvido ligado nas conversas e fofocas dos adultos se atualizando das novidades familiares. A gente podia até "assuntar" os assuntos, mas ai de nós se intrometesse na conversa, já ganhava aquele olhar de reprovação do pai. A mãe com a visita na cozinha já providenciava a tal "água no feijão". Era dia de almoço gostoso, com toda certeza. Os adultos falavam do dia-a-dia na lida da vida, ouviam umas modas no radinho, falavam de sonhos futuros, falavam mal do governo e iam emendando prosa atrás de prosa. A meninada ficava por ali na área da frente, jogando uma bola ou inventando alguma brincadeira em que todos pudessem participar. Apesar da "bichodomatice" a gente se introsava e fazia amizade bem rápido. Quando o cheiro de comida boa começava o tomar de conta, o pai ou, geralmente, a visita tirava uns trocados da carteira e mandava a gente ir comprar umas barés ali na padaria da esquina. Aí sim eu via vantagem. Almoço servido, conversa animada, panelas cheias. A gente era muito feliz com bem pouco. Não era raro o dia de duas visitas no mesmo dia, a casa enchia mais ainda. Onde comem dois, comem três e põe mais água no feijão. Nos dias de sorte, o senhor que vendia quebra-queixo ou o do algodão-doce passava gritando em frente às casas, meninada eufórica, adultos felizes, sobremesa garantida. Era baratinho, umas moedinhas e aquele doce que faz criança sorrir estava em nossas mãos. Acho que visitas só iam na casa dos outros em dias de pagamento, pois eram bem generosos. Meio de tarde, tinha café coado, biscoito de polvilho frito, conversas, dominó, lembranças, uma foto na máquina "love" (que a gente só veria um mês depois) e por fim as despedidas. Desejavam boa semana uns aos outros. Agradeciam a Deus pela recepção. Agradeciam a Deus pela visita. Agradeciam a partilha do pouco que tinham, que se tornara fartura à mesa. Agradeciam pelos momentos de alegria. Com meu pai e minha mãe, aprendi a agradecer por tudo, pois era assim que eles faziam. Final de visita, pede benção pra se despedir, cabelo bagunçado de novo, alma abençoada novamente. Família feliz. Era o domingo da gente. Amém. Dia de domingo era dia de visita. Pães multiplicados, laços familiares ressuscitados. Tudo era bênção. Acho até que Deus nos visitava também. Põe mais água no feijão minha gente!

Cleonio Dourado

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Cleonio Dourado

E têm esses dias em que os milagres acontecem. A gente joga as mãos para o céu, coloca os joelhos no chão, fala com Deus na noite anterior e vai dormir agarrado na Fé. E por mais difícil que seja acreditar, tudo dá certo, tudo vem pro bem, tudo se resolve. Nesses dias, retribua a…
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E têm esses dias em que os milagres acontecem. A gente joga as mãos para o céu, coloca os joelhos no chão, fala com Deus na noite anterior e vai dormir agarrado na Fé. E por mais difícil que seja acreditar, tudo dá certo, tudo vem pro bem, tudo se resolve. Nesses dias, retribua agradecendo, de preferência com as mãos para o céu e joelhos no chão, de novo. Porquê pra toda oração, receberemos uma benção e pra toda benção, teremos gratidão!

Nada é tão pesado que não possamos carregar. Nenhuma lágrima fica pra sempre, nenhuma dor dói tanto, se tivermos fé. Sempre tem saída, há sempre um solução, pra toda porta fechada há uma chave, pra todo fim do túnel, uma luz. Confia paciente, põe nas mãos do Pai. Os momentos de s…
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Nada é tão pesado que não possamos carregar. Nenhuma lágrima fica pra sempre, nenhuma dor dói tanto, se tivermos fé. Sempre tem saída, há sempre um solução, pra toda porta fechada há uma chave, pra todo fim do túnel, uma luz. Confia paciente, põe nas mãos do Pai. Os momentos de sorrir sempre chegam, trazendo consigo alegria e deixando de presente de Deus as flores de vitória, com seus cheiros, toques, luz e cores de Glória!

Por quantas vezes já duvidamos de nossa própria capacidade? Por quantas vezes já desistimos por não acreditar em nós mesmos? Quantas vezes a falta de fé foi tanta que matamos nossas esperanças? Muitas vezes, infelizmente. Muitas vezes deixamos de confiar na nossa força, na nossa…
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Por quantas vezes já duvidamos de nossa própria capacidade? Por quantas vezes já desistimos por não acreditar em nós mesmos? Quantas vezes a falta de fé foi tanta que matamos nossas esperanças? Muitas vezes, infelizmente. Muitas vezes deixamos de confiar na nossa força, na nossa inteligência, perdermos nossa audácia e não contamos com nossa própria astúcia. Pare e reflita, analise e confie, viaje dentro de si e conclua: Somos capazes daquilo que realmente temos vontade de fazer, o que mais nos impulsiona e o pensamento positivo, a fé, a esperança, acreditar que tudo é possível. Aproveite o dia e enterre o pessimismo, jogue no lixo a baixa autoestima, se afaste daqueles que te põem pra baixo e siga seus próprios instintos. Você será capaz de sacudir o mundo! Basta acreditar e eu sou um que acredito em mim e em você! Levante, dobre os lençóis e estenda o tapete vermelho, pois você hoje é a estrela, que vai passar por cima de tudo que está ruim e vai vencer a maior das lutas: A Batalha interior! Se ilumine, se humore, se embeleze, busque sua vitória! hoje o dia vai ser seu!