Pular para o conteúdo

Frase de Azrael Asael (Tarin Michael)

As mazelas que o mundo nos traz Ao andar de ônibus mais cedo e conversar com minha genitora, percebi que a loucura é o fim. Neste momento, lembrei de Friedrich Nietzsche (tive que recorrer ao Google para saber escrever corretamente). E recordei a história que contam — e dizem ser dele: “Nietzsche e o Cavalo”, o momento em que ele surta e sai do racional para a loucura. Comparar-me a esse grande intelectual é egocentrismo meu — nunca chegarei aos pés dele. Mas sou um analisador da sociedade, e muitas vezes não escrevo o que vejo ou sinto. Observo nossa sociedade degradada — não pela moral ou pelos bons costumes, pois estes são hábitos de cada indivíduo. Entretanto, os doentes, vítimas dos tóxicos lícitos e ilícitos, trazem sofrimento para os que apenas observam. E, por ser analista, vejo um futuro trágico para nossa sociedade enquanto não combatermos as mazelas sociais pelo caminho da saúde pública. Estamos à beira de dois cataclismos: um é o climático (que deixarei para outro conto), e o outro é o da miséria humana, criado pelas drogas…

Azrael Asael (Tarin Michael)

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Azrael Asael (Tarin Michael)

Um dia desses, perguntaram: “Tarin”, você sumiu. Por quê?” Estou sumindo desde 2018, quando percebi que havia uma incompatibilidade filosófica, social, de caráter e política em vários grupos dos quais participava. E, em 2026, irei sumir ainda mais.
Continuar lendo

Um dia desses, perguntaram: “Tarin”, você sumiu. Por quê?” Estou sumindo desde 2018, quando percebi que havia uma incompatibilidade filosófica, social, de caráter e política em vários grupos dos quais participava. E, em 2026, irei sumir ainda mais. Não por eu ser metido ou arrogante, mas por ter medo de certas pessoas mesmo, principalmente por não termos a mesma visão política. E, sendo historiador, pelo pouco fragmento intelectual que tenho do que estudei de História e Historiografia, sei que certas pessoas são suscetíveis a me entregar em determinado momento da vida.

Para concluir, vou me afastar de muitas pessoas, inclusive da chamada esquerda pós-moderna, que, na minha visão, acaba deturpando a Esquerda da qual faço parte e na qual acredito. Ficarei à margem nuclear, não por arrogância ou desprezo, mas para não levar meus ideais para deter…
Continuar lendo

Para concluir, vou me afastar de muitas pessoas, inclusive da chamada esquerda pós-moderna, que, na minha visão, acaba deturpando a Esquerda da qual faço parte e na qual acredito. Ficarei à margem nuclear, não por arrogância ou desprezo, mas para não levar meus ideais para determinados ambientes e acabar gerando contendas desnecessárias. Lembro-me de “O Menestrel”, texto atribuído a William Shakespeare, quando fala sobre a idade e a sabedoria. No meu entendimento, a idade, por si só, não traz sabedoria. A sabedoria está ligada aos acontecimentos que vivemos e, principalmente, à maneira como conseguimos lidar com eles. Talvez seja justamente isso que estou fazendo agora: aprendendo com aquilo que vivi, com aquilo que estudei e, principalmente, com aquilo que observei. Então, um abraço a muitos conhecidos. Os próximos quatro anos serão difíceis. Mesmo que Lula consiga virar no segundo turno, o cenário político que se desenha aponta para um Congresso que poderá impor grandes dificuldades à construção de uma base governista estável e à aprovação de sua agenda. Não digo que será impossível governar, mas certamente não será simples. Por isso, vou me afastar de muitas pessoas. Não por ódio, arrogância ou superioridade intelectual, mas porque, às vezes, preservar seus princípios, sua consciência e sua paz exige saber a hora de permanecer em silêncio e simplesmente seguir o próprio caminho.

Sabendo que a História revela aquilo que aconteceu, mesmo quando a realidade é sanguinária, isso me causa medo. Podem dizer que é loucura da minha mente, mas, como historiador, vejo determinados padrões do presente repetindo experiências do passado. Sou um analista crítico da mi…
Continuar lendo

Sabendo que a História revela aquilo que aconteceu, mesmo quando a realidade é sanguinária, isso me causa medo. Podem dizer que é loucura da minha mente, mas, como historiador, vejo determinados padrões do presente repetindo experiências do passado. Sou um analista crítico da minha própria consciência política e também das pessoas que pensam politicamente como eu. Não aceito simplesmente uma ideia porque ela vem de alguém que se diz de esquerda, intelectual ou progressista. Também questiono aquilo com que, teoricamente, deveria concordar. Vejo pessoas que se apresentam como parte de uma “esquerda intelectual” e que defendem determinadas pautas e movimentos associados ao pós-modernismo e às novas identidades políticas. Na minha leitura, algumas dessas posições acabam fragmentando a esquerda e afastando pessoas que poderiam construir uma luta política comum. E isso me preocupa porque, nacionalmente, essa fragmentação contribuiu, em diferentes momentos, para a eleição de candidatos da extrema-direita. A esquerda que aprendi a admirar era formada por pessoas de luta, organização coletiva e compromisso com as questões sociais. Na minha concepção, uma esquerda realmente comprometida com a transformação social não deveria transformar todas as diferenças em novas divisões internas. Posso estar errado em algumas das minhas análises. É justamente por isso que questiono a mim mesmo. Mas não vou abandonar minha capacidade crítica para simplesmente seguir um grupo ou uma corrente política. Tenho verdadeiro asco dessa fragmentação que, na minha visão, enfraquece a própria esquerda.

Immanuel Kant nos ensina que, para aprender a pensar, é preciso pensar por si mesmo. Infelizmente, no mundo pós-moderno, onde eu, você e nós estamos presos dentro de pequenas caixinhas, muitas vezes deixamos de pensar por vontade própria. Estamos sofrendo uma espécie de lobotom…
Continuar lendo

Immanuel Kant nos ensina que, para aprender a pensar, é preciso pensar por si mesmo. Infelizmente, no mundo pós-moderno, onde eu, você e nós estamos presos dentro de pequenas caixinhas, muitas vezes deixamos de pensar por vontade própria. Estamos sofrendo uma espécie de lobotomia moderna, na qual os algoritmos determinam o que assistir, o que comer, o que consumir, o que pensar e, até mesmo, como viver. Se René Descartes observasse a modernidade, talvez, diante de seu famoso Cogito, ergo sum — “Penso, logo existo” —, perguntasse se ainda estamos realmente pensando. E Kant provavelmente nos lembraria de que pensar exige autonomia, não apenas receber informações prontas. Se deixamos de pensar por nós mesmos, corremos o risco de apenas existir, como organismos que respondem aos estímulos que lhes são apresentados. Talvez o maior perigo da modernidade não seja deixarmos de existir, mas continuarmos existindo sem, de fato, viver. Porque existir é estar no mundo. Pensar é questioná-lo. Viver é escolher, conscientemente, como queremos habitá-lo.