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Frase de Marinho Guzman

Por que os velhos são mais sábios. A sabedoria humana atinge o seu ápice justamente quando outras aptidões do cérebro começam a diminuir. Entenda essa aparente contradição. A sabedoria é uma forma de processamento mental muito avançada, que atinge seu auge apenas na velhice – justamente a época em que a capacidade do nosso cérebro começa a diminuir. A velhice é sempre vista como uma época de declínio, mas ela pode trazer novas habilidades muito poderosas. Mas o que é a sabedoria, afinal de contas? Simplificando, é a capacidade de ‘saber’ a solução de um problema complicado ou inesperado de maneira praticamente instantânea e sem esforço mental. É também a capacidade de conseguir antecipar eventos que costumam pegar as pessoas desprevenidas. Mais do que simplesmente saber reconhecer uma situação de crise, por exemplo, o mecanismo da sabedoria permite enxergar formas de resolvê-la, mesmo que a pessoa nunca tenha atravessado uma situação igual. A chave para esse processo, é a nossa capacidade de identificar padrões. Ao ver uma cadeira, por exemplo, somos capazes de identificar que aquilo é uma cadeira sem precisar ter visto todos os tipos e modelos de cadeiras que existem no mundo. Isso é possível porque criamos um modelo mental da cadeira genérica, com todas as suas características comuns, que é ativado quando vemos algum objeto que se encaixa na descrição. Isso funciona também com situações e na resolução de problemas. A habilidade de reconhecer semelhanças entre problemas aparentemente novos e outros já resolvidos é o que se define como competência. Quanto maior o número de experiências e padrões acumulados por uma pessoa competente, maior a sua experiência num determinado campo. À medida que as relações entre os diversos padrões vão sendo processadas pelo cérebro, elas vão formando redes de neurônios chamadas de “atratoras”. São “circuitos” de memórias relacionadas que contam com diversas maneiras de ser ativados. Quando você vê o rosto de uma pessoa, ativa a rede atratora que relaciona várias outras coisas que você sabe sobre ela. A sabedoria, então, seria consequência de uma grande quantidade de redes atratoras no cérebro da pessoa e tanto elas quanto os padrões levam tempo para serem acumulados em quantidade suficiente para resolver problemas de maneira rápida e eficiente. Por causa disso, o envelhecimento acaba sendo o preço da sabedoria. Quando somos jovens, a maior parte do nosso poder de processamento é empregada em tentar entender o mundo e as situações com as quais nos confrontamos. Esse poder diminui com a idade. Em contrapartida, a maioria dos problemas que surgem pode ser resolvida com base na comparação com os padrões que foram acumulados. Isso demanda muito menos trabalho do nosso cérebro do que tentar entender uma situação completamente nova. A forma como a memória começa a falhar com a idade também tem um papel importante. Por fim, o início do declínio mental costuma coincidir com a aposentadoria, época em que os desafios do dia a dia diminuem consideravelmente. Somando tudo isso, fica fácil perceber que, na prática, a sabedoria trata-se mais de uma troca do que de uma supercapacidade e é dessa forma que ela precisa ser encarada. Em outras palavras, não como o ápice do nosso processamento mental, mas como um mecanismo biológico para compensar a queda de capacidades como a concentração e a aquisição de novos conhecimentos. Experiência acumulada Apesar de inevitável, o declínio mental é gradual em pessoas que não têm doenças degenerativas, com o mal de Alzheimer. Isso significa que é possível aproveitar bem as vantagens que a sabedoria traz. Há diversas tarefas mentais nos quais os idosos têm resultados tão bons quanto os de pessoas mais jovens, diz a neuropsicóloga. Basta não considerar o tempo gasto, que nos idosos tende a ser maior. Grandes empresas multinacionais costumam entregar o comando para profissionais na faixa dos 50 anos, que estão num ponto de equilíbrio entre velocidade de processamento e experiência acumulada No fundo, talvez seja a experiência e a sabedoria que nos permitam viver 60, 70, 80 ou mais anos. Somos uma das poucas espécies cuja vida vai além do período reprodutivo. Qual seria a importância de um indivíduo que, do ponto de vista biológico, não tem mais nada para contribuir para a perpetuação da sua espécie? Uma possibilidade é que os mais velhos contribuam de uma maneira crítica para a sobrevivência da espécie por outros meios – particularmente na transmissão do seu conhecimento acumulado para as gerações mais novas por meios culturais, como a linguagem. Assim como nem todos os idosos apresentam demências graves, nem todos atingirão a sabedoria. Embora o potencial de certas pessoas seja maior que o de outras, é preciso desenvolvê-lo. Expor-se constantemente a novos desafios mentais é um ingrediente muito importante. Sem o acúmulo de experiências que alimentam a biblioteca de padrões, mesmo a mais analítica das mentes não conseguiria chegar à sabedoria. A sabedoria, escreveu o filósofo grego Sócrates, começa com a vontade de saber. Auge e declínio Apesar de a velhice ser um pré-requisito para a sabedoria, isso não quer dizer que ela seja uma época de ouro para a mente. O cérebro humano segue algumas fases de desenvolvimento bem distintas, e o envelhecimento não é a mais gentil delas. A primeira fase é a do desenvolvimento, que em geral dura até os 30 anos de idade. Depois se segue uma fase de maturidade e estabilidade, em que a prioridade passa a ser o uso do que foi aprendido. A partir dos 40 anos, começamos a perder neurônios. A capacidade de adquirir novos conhecimentos diminui e a velocidade de processamento do cérebro também vai caindo. A visão e a audição também podem começar a falhar, o que dificulta a concentração. Taxas elevadas de colesterol, mesmo abaixo do que as necessárias para causar um derrame ou um ataque cardíaco, são capazes de provocar microderrames, que podem lesar áreas do cérebro. Por último, há o risco de se desenvolver o mal de Alzheimer, que afeta a memória e acelera os efeitos do envelhecimento. Podemos não ser mais tão mentalmente capazes na velhice, mas as necessidades também tendem a diminuir. O início do declínio mental costuma ser acompanhado pela aposentadoria, quando passamos a ser menos exigidos mentalmente. Mas isso não deve ser desculpa para pararmos de usar nosso cérebro: quanto mais o exercitamos, mais resistente ele se torna aos efeitos do envelhecimento. Malhação mental Manter a mente ativa é a melhor forma de retardar o aparecimento de problemas típicos da idade. Outros animais também aprendem a identificar padrões, mas a capacidade é limitada. Humanos, em contrapartida, conseguem armazenar conhecimentos de várias formas e transmiti-los através das gerações. Essa é um resumo feito por mim, de um longo e excelente texto de Carlos Nasser que traz menção a diversos colaboradores e pode ser lido na íntegra no link http://super.abril.com.br/…/por-que-os-velhos-sao-mais-sabi…

Marinho Guzman

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Pensador.com

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Na falta de um namorado não tenha nenhum Quem se sente só porque não tem um namorado ou uma namorada vai ficar sozinho mesmo quando estiver acompanhado. Quem precisa de outra pessoa para completar a coisa, tem alguma coisa faltando. O relacionamento de duas pessoas é muito mais legal quando cada um traz algo que faz transbordar de felicidade a relação. E isso não é milagre nem impossível. É só as pessoas deixarem de esperar alguma coisa e passarem a oferecer alguma coisa.

Há vários da gente dentro de cada um de nós. Mas, por mais que a gente se ache original somos um padrão. A gente nasce, cresce fica bobo e casa, dizia um velho ditado que não ouço mais.
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Há vários da gente dentro de cada um de nós. Mas, por mais que a gente se ache original somos um padrão. A gente nasce, cresce fica bobo e casa, dizia um velho ditado que não ouço mais. Mas já não se ouve mais tanta coisa... O casamento desceu do altar onde já foi rei, ao patamar dos simples mortais, que não comunicam mais à sociedade que vão cumprir a próxima e importantíssima fase da vida. A vida a dois continua importantíssima, mas já não é mais tão celebrada. Os filhos nascem e não são batizados, crescem e não são crismados, fazem a primeira comunhão, quando fazem, para andar na mesma fila que os outros andam, igualmente sem saber bem porque. Todo mundo se veste mais ou menos igual, come mais ou menos as mesmas coisas, assiste aos mesmos programas na televisão e vai a discotecas diferentes só por causa do preço. Os carros têm todos mais ou menos o mesmo design porque o túnel de vento obriga os estilistas a obedecerem às regras da física. A mesma boa e velha física que jamais vai sair de moda, apesar da maioria dos jovens pensar que física é a ginástica que fazem nas academias. As mesmas academias. A originalidade vai por água abaixo, no exato momento em que percebemos que até as diferenças são tão iguais. Ainda assim, há várias pessoas dentro de cada um de nós e cada uma delas querendo seguir um caminho diferente. Mas tudo tão parecido, tudo quase igual...

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Não dá para ganhar todas. O importante é não perder todas. Dizem que a vida é uma loteria. Não dá para concordar com quem pensa dessa maneira, simplesmente porque gente como eu e mais a grande maioria das pessoas nunca ganhou nem ganhará na loteria. Uma coisa é certa. A vida é feita de escolhas e quem erra menos ganha mais. Não que as melhores escolhas sempre sejam as certas. Meu primo que sempre jogava os mesmos números na Mega Sena, um dia cismou e trocou o numero seis por um meia dúzia qualquer e pimba! Deu. Também tem aquela velha história do ajudante do padre que ficou multi milionário vendendo velas. Analfabeto, certo dia foi entrevistado por um jornalista que teria dito: - O senhor que é analfabeto ficou milionário. Onde teria chegado se soubesse ler? E o industrial respondeu sem titubear: Teria continuado ajudante do padre. Só comecei a fabricar velas quando fui despedido por não saber ler e escrever... O tal do livre arbítrio faz com que possamos tomar qualquer rumo. I dolos e campeões como o goleiro Bruno e o cantor Belo optaram, em certo momento por conviver com criminosos. Foram e serão punidos severamente. Um perdeu muitas e o outro todas as chances de uma vida de sucesso. O certo é que não dá para ganhar todas então, trate de ganhar algumas senão o bicho pega...