Frase de Priscila Arantes
Tem uma coisa que eu sempre me pergunto: Qual a forma mais fácil, ou a pior, de aceitar a perda de quem amamos? Quando a pessoa morre, somos obrigados a nos conformarmos, e vivemos cada instante desejando que tal fatalidade não tivesse ocorrido, pois se ainda estivesse vivo, teríamos momentos perfeitos, cheios de felicidade, sem dor... E quando a pessoa simplesmente parte, nutrimos esperanças que ela pode voltar um dia, trazendo nosso ar de volta, jurando nos amar. Mas ela não volta, e você sabe que ela encontrou felicidade em outros caminhos, longe dos seus. Isso vale para amigos, família, amantes... Em ambos os casos, a dor e a saudades são imensas. Quando ela parte porque quer, ainda temos o agravante do egoísmo e do orgulho ferido, por sabermos que quem amamos encontrou felicidade longe de nós. E quando morre, é nosso ego que comanda, dizendo que a pessoa em quem projetamos nosso amor seria feliz e plena conosco. Então, o que é pior? Sofrer sabendo que quem amamos não vai mais voltar, e tal impossibilidade foi imposta pela morte? Ou saber que ela até poderia voltar, mas não quer, então sofremos sua morte figurativa?
No pensador.ai desde