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Frase de Ivo Terra Mattos

⁠Era uma vez?... não, foram várias vezes. ! Depois de eu ter largado meu cunhado com os dois bois, tinha certeza que ele iria aprontar comigo. Só não sabia como e quando. --Um sábado de manhã eu estava atendendo no balcão da mercearia, quando chegou um homem me procurando, Fui até ele, achando que fosse alguém querendo alguma informação, não, não era nada de informação, a coisa era mais seria, muito mais. Ele se apresentou como irmão da Margarete. Bem, Margarete era uma moça que trabalhava num bar, que existia em frente da mercearia, garçonete. Era ela quem atendia os jogadores de snooker, servindo bebida e salgados para os jogadores. Meu cunhado sempre, à noite, ia jogar e eu, como sempre, junto com ele.Eu acho que ele me viu olhando para a Margarete, coisas de adolescentes. Naquela época eu tinha uns quatorze anos e a Margarete uns vinte., mas tudo bem, na cabeça dele estava existindo alguma coisa e ele iria tirar proveito daquilo. O rapaz que se apresentou, que se dizia irmão da Margarete, tinha vindo de outra cidade para resolver um problema muito serio. --"minha irmã está gravida e ela falou que você é o pai-"., ah, já falei com o juizado de menores. Quero resolver este assunto rápido-"Na sequencia me chamaram no telefone. Era do juizado de menores. Eu conhecia a pessoa que estava no telefone e de fato ele era, não o juiz, mas comissário de menores. Quando atendi ele foi me questionado se era verdade, se de fato o filho era meu.? Meu Deus! Larguei o telefone e fui em busca do meu cunhado, mas ele tinha saído, Fui, então, em busca da minha irmã, Ela, sim, estava em casa. Contei a história, ela nem deu tempo, me arrastou pelos braços e fomos até o bar, onde a Margarete trabalhava. A coitada da Margarete estava trabalhando e nem teve tempo de saber do que se tratava. Minha irmã foi falando um monte de besteira para ela, Disse que eu era criança e que ela a Margarete, já era uma moça formada, etc, e que jamais ela ia permitir que eu cassasse, e falou mais umas palavras impublicáveis. Me puxou de volta para nossa casa. Pegou uma mala, jogou umas peças de roupas dentro e disse: vou te mandar para Santa Mariana, --Vamos! se arruma. Só volte aqui depois que as coisa se acalmarem, melhor, eu vou te buscar. Ela não me deixava falar nada. --"Vai despedir do Ney(meu cunhado) e não diga nada, depois eu explico para ele." Saí procurando pelo meu cunhado. Logo encontrei ele. ele e mais umas quatro pessoas, bebendo e rindo. Olhavam para mim e riram mais ainda. Foi aí que eu vi quem eram os outros três. Um era o cara que se disse irmão da Margarete, o outro, o Macaé, comissário de menores e o terceiro, irmão do meu cunhado. Voltei para minha casa contei para minha irmã e lá fomos nós novamente conversar com a Margarete. Depois de muitas explicações e desculpas, etc. ficamos esperando o causador daquilo tudo. Minha irmã é bem pequena perto dele, mas naquele dia ela parecia um gigante Deu a maior dura nele. Depois de uns tempos, estávamos no bar, novamente. Ele jogando e eu olhando, agora sim, com uns olhares lânguidos para a Margarete, que depois do ocorrido, dava uns sorrisos bem gostosos.. /i

Ivo Terra Mattos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ivo Terra Mattos

Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O preten…
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Um conto de outras primaveras passadas. Como era.... As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo

Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e
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Sou dessa terra distante . Sou viajante errante. Não tenho raizes; germino pelo vento e cresço pelo sol. Do tudo que sei, aprendi e ensinei Sou de idas e de muitas voltas, quantas forem necessárias As marcas das lutas travadas, silencio no meu coração. Morro e renasço nas minhas saudades, tantas vezes for preciso. Tudo que me sobrou, levo dentro da alma. Ivo