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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Eu tanto pensava em colher em vida Um espaço entre quatro linhas Linhas tortas, quiça tivesse Uma horta de flores que Deus me desse Regadas da dor doída, ao longo de uma jornada Eu tanto quis, de querer Um querer que me foi verdadeiro e existe ainda Um simples canteiro de céu Daqueles que nos ensinaram que existia Desses, que eu tanto ensino a quem puder Que eles existem Um pedaço qualquer entre algumas linhas Daqueles, com nome da gente escrito Que ao longo do tempo é que se descobre O quanto era pobre esse nosso pensar Sobre dor doída ou de sofrimento Não era, essas coisas não eram minhas Era apenas sobre toda raiva Que não fosse devolvida Era sobre deixar aqui, quando voltar A todo pedido de desculpas Que devia ter pedido e que não foi pedida Era sobre aprender a enxergar Uma grande conquista Um tanto assim de céu que já temos Todo dia sobre as nossas cabeças vazias Repletas de atmosferas Era sobre saber ver apenas Pequenas coisas que estão bem diante das nossas vistas Pouco importa as flores que cresçam lá Que nem cresçam, que nasçam mortas Gira sobre a complexidade das coisas simples Que tanto nos esforçamos em torná-las complicadas E, no final, o mais nos interessa Não passa de um monte de nada, de todo sinceras É a surpresa de perceber Que agora, quase nada mais nos surpreende São as dores que não mais queremos É o amor que nos ensina a não querer deixar elas aqui Pra que outros também as sintam E essa forma sucinta e profunda de viver a vida É que haverá de regar ou não Os jardins da outra vida Porque tudo sempre recomeça No lugar exato onde termina Esquecer a pressa de sentir-se Triste ou feliz Essas coisas vem E são sempre mais pesadas para quem não quis Quando tudo volta e se mistura E nada mais se encontra É ali que se acha o segredo As flores, canteiros, os medos da vida Uma orquestra de letras e notas misturadas Volta tudo pro universo enorme Com o nome da gente escrito Onde tudo é mais pleno e bonito Quanto mais pequeno E sereno é o pranto Se eu pensar menos em mim A vida é mais simples assim. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva