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Frase de Marisa Martins in Blogue Traição , Experiencias, Fuoxetina e Suposições

Coisas do coração ? Um coração partido dura anos, um coração roubado dura outros tantos ...um coração fechado tem dias, um coração " de pé atrás" também pode durar muito , um coração que não bate por amor ou por paixão pode durar ainda mais... Corações…Tenho um bocado de medo dessa figura. Desse desenho. Tenho quase sempre medo de ver o meu. Nunca sei ao certo o estado dele. Já o tive despedaçado, perdido, apertado, e até esborrachado... Não te sei dizer qual a pior sensação. Talvez a ...de não o ter, ou de o sentir espatifado contra uma parede que eu própria não soube derrubar. Coisas do coração? Queria eu saber cura-las...ou ameniza-las...ou fazer de conta que elas não estão em mim. Mas não. Eu não sei. É tudo em vão. Ele mostra-me sempre onde está...mesmo que...reticente...mesmo que viva na pele de outra pessoa.

Marisa Martins in Blogue Traição , Experiencias, Fuoxetina e Suposições

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Todos nós sabemos atacar, agredir ou descompor alguém. Ao contrário do que se possa dizer, não acho que isso se faça por divertimento ou malvadez, mas antes por necessidade ou defesa. São diversas e variadas as etapas da vida em que somos coagidos e quase forçados a atacar como…
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Todos nós sabemos atacar, agredir ou descompor alguém. Ao contrário do que se possa dizer, não acho que isso se faça por divertimento ou malvadez, mas antes por necessidade ou defesa. São diversas e variadas as etapas da vida em que somos coagidos e quase forçados a atacar como forma de defesa. Combatemos com sentimentos, assaltamos olhares, investimos numa capa de protecção para que não sejamos destruídos com os múltiplos ataques, e é precisamente nesse estado de defesa que nos sentimos totalmente aptos a atacar e a descompor pessoas. Como é que se descompõe uma pessoa? Depende. Mas há muitas formas de o fazer. Algumas são descompostas com frieza. Depois há aquelas que vamos descompondo lentamente, sem que as mesmas se apercebam, vamos ceifando os gestos, e atacamos com o vírus mais eficaz, o desprezo. Quando falei em necessidade de o fazer, é porque admito que muitas vezes tenhamos que derrubar antes que nos derrubem a nós, desmoronar antes que o nosso mundo seja desmoronado. As pessoas têm muito que se lhe diga. E se muitas atacam olhos nos olhos, outras apenas o sabem fazer pelas costas, quase sorrateiramente, utilizando um vírus chamado falsidade. Para mim essas pessoas não passam disso mesmo, uma fraude. Daí preferir o vírus da indiferença e do desprezo. As pessoas têm muito que se lhe diga. Algumas são autênticas cobras humanas, que quando se sentem ameaçadas ou intimidadas têm o deplorável costume de lançar jactos de veneno nos olhos de quem ambicionam atingir. O que as ditas se esquecem é que o seu veneno de tão utilizado contra os outros, nós os outros acabamos por nos vacinar contra ele e torna-se completamente impossível sermos atingidos. E também se esquecem, que não é preciso ser-se uma cobra humana para saber como se ataca, agride ou descompõe alguém.