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Frase de Francisco Mellão Laraya

O PATINHO, FEIO! Era a primeira vez que ele entrava em uma roda de poker, dinheiro tinha as pencas, era o suficiente para o final de semana, poderia sair com a namorada, ir a um cinema, teatro, jantar e tudo o mais. Estava bem fornido, e aquela noite que ambos sonhavam, e que já havia tantas vezes se prometido, até a decisão dela, estava marcada para o dia seguinte, ela teria prova na universidade, não iriam sair, e tudo ficara adiado por vinte e quatro horas. Um pouco possesso, um pouco desiludido e se sentindo só, saíra para jogar com os amigos, ela havia concordado nisto. Entre risos e sorrisos seus companheiros haviam lhe dito que iriam jogar a leite de pato, lhe pareceu ofensivo, mas não sabia o que era então foi logo que pediu para ser a dinheiro, afinal isto ele entendeu as palavras, e gostava de decidir e fazer sobre o que entendia, mas seu orgulho lhe impedia de perguntar sobre o que não sabia. As cartas iam e vinham, com as apostas; algumas vezes ganhavam, outras perdia, mas não se preocupava, havia guardado no outro bolso o dinheiro da noitada, e jogavam apenas o resto do seu salário. O patrimônio dispunha oscilava conforme, seu pai dizia as cotações na bolsa, mas o jogo era outro... Moral da estória terminou a noite com o dinheiro da noitada, e uns poucos caraminguás que lhe sobraram para passar o mês. Até aquele momento, sobre o calor do jogo, não havia percebido o drama, a tragédia que havia se metido, só agora, só no seu quarto, é que tinha a sensação da encrenca que havia entrado. Pensou em não pensar nisto, mas o porvir não lhe permitia. A única forma de passar o mês era abrir a mão daquela noitada, ou contar a ela... Não poderia imaginar, que mesmo se ele abrisse mão, ou adiasse tão esperado evento, ele teria que explicar o porquê, o desmascarar sem razão iria levá-lo a complicações maiores, do que ele poderia imaginar. No dia seguinte, como havia pensado desmarcou o evento, e como única razão foi: a falta de dinheiro. O que Lee não imaginara é que ela se recordava que dois dias antes ele havia recebido. O clima foi horrível, teve que explicar o inexplicável; ela pôs em dúvida tudo, sua fidelidade, sua honestidade, até sua masculinidade, um caos! Preferiu brigar a ter que se humilhar perante ela, só que ele não esperava a longa semana que viria. Foi horrível, não teve com quem falar seu carinho não recebeu, e tudo foi com um gosto amargo na boca, de que o culpado de tudo isto era exclusivamente ele. Isto chegou quase a um delírio, mas conseguiu marcar de falar com ela. Ele cabisbaixo, ela ainda maluca de ódio do ocorrido, ele ia a seu encontro, e sua autocrítica era tão grande, que do piscar do sinal de seta do carro à frente ouvia: o-tário, o-tário... Decidiu, encontrou-a e contou tudo a ela, ela só disse: que feio, patinho! Doeu na alma, mas a ela não perdeu, e aquela noite esperou o mês que vem, e, lógico: sem poker!

Francisco Mellão Laraya

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Francisco Mellão Laraya

A PENSAR Muitas vezes me pego a pensar, meditando sobre as características do que eu era, e concomitantemente traço as linhas do que serei. O exercício do raciocínio livre, desprendido, sem necessidade ou praticidade alguma ao par, leva a uma reflexão mais profunda sobre o ser e…
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A PENSAR Muitas vezes me pego a pensar, meditando sobre as características do que eu era, e concomitantemente traço as linhas do que serei. O exercício do raciocínio livre, desprendido, sem necessidade ou praticidade alguma ao par, leva a uma reflexão mais profunda sobre o ser e o existir. É como se vivesse em constante ato de amor, e nos intervalos dele escrevesse, é assim a minha existência. Depois de tudo ocorrido, do prazer sentido, vou colocar os frutos do meu viver; é para isto que serve o meu escrever. Ao terminar de colher o fruto cabe-me ler e meditar, é apreciar o fruto da colheita, e este ato solitário me permite crescer, evoluir e caminhar na estrada que me leva à felicidade. Valorizo os estados de espírito, as emoções, e as conclusões lógicas tem uma pitada de emoção e um tempero de realidade em uma substância que é puro sonho. Destes momentos traço as linhas futuras do meu seguir, seja escrevendo, talvez melhor fosse dizer: vivendo. Não preciso de muito, meu material é uma caneta, um papel e uma alma solitária que almeja caminhar rumo à eternidade. Muitas vezes me pergunto como? Está no meu escrever, no meu meditar, a solução para esta pergunta; afinal, procuro a consciência do ato, para ter uma forma livre de exercer o meu livre arbítrio.

O CAMINHAR Eu tinha começado a andar rumo ao infinito com ela. Sempre de mão dadas, mal sabia eu, que não precisava estar junto, lado a lado, para sentir o apoio e a segurança da mão que ampara. Tinha meus textos a escrever, sempre precisava de idéias novas, que nasciam do frut…
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O CAMINHAR Eu tinha começado a andar rumo ao infinito com ela. Sempre de mão dadas, mal sabia eu, que não precisava estar junto, lado a lado, para sentir o apoio e a segurança da mão que ampara. Tinha meus textos a escrever, sempre precisava de idéias novas, que nasciam do fruto da conversa com ela. E desses momentos de diálogo, apresentavam-se novas idéias, que não eram nem minhas, nem dela, mas fruto de um diálogo e se pode dizer: nossas! O andar é dinâmico, envolve um caminhar feito de assuntos, algumas vezes conflitantes, que juntos chegávamos a uma verdade maior. Eu ariscaria dizer que o caminhar é um equilíbrio dinâmico, feito de momentos de desequilíbrio, aí tenho uma mão que me segura, que não me deixa cair, e ela tem a minha também, pois a recíproca é verdadeira. O caminhar é o viver, é a vida, o equilíbrio dinâmico é o próprio construir, enquanto o estático, o marasmo, a mesmice, representa a morte. E um casal está unido para viver, para ver a vida brotar de seus atos, e juntos procurar uma verdade, cada vez maior, que é a razão de estarem juntos. Muitas vezes, só, no escuro do meu quarto, eu penso: “Meu amor dê-me sua mão, eu amo longe, a miragem, vamos deixar nossos passos na areia inexplorada, tudo o mais, não vale nada!”

IDÉIAS Uma palavra simples e que exprime tanto! Aparentemente do nada elas vêm, brotam na mente de alguém, que sobre elas reflete e depois as transmite, e graças a elas se criaram impérios, ideologias, ideais, que muitas vezes levaram seres humanos ao ápice, ou ao sofrimento, o…
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IDÉIAS Uma palavra simples e que exprime tanto! Aparentemente do nada elas vêm, brotam na mente de alguém, que sobre elas reflete e depois as transmite, e graças a elas se criaram impérios, ideologias, ideais, que muitas vezes levaram seres humanos ao ápice, ou ao sofrimento, ou até a morte. Estes frutos da imaginação, da lógica e do sentimento, brotam, muitos acreditam que do nada, mas sempre há uma razão maior por detrás, que até quem as teve, muitas vezes desconhece. Pode ser um ato, um fato, uma frustração ou uma inspiração! Se elas existem apenas para fortalecer o ego de alguém, estão fadadas a uma avalanche de incompreensão, pois alguma das características mais ocultas de quem as teve, transparecem nas entrelinhas, levando a interpretações mais absurdas. A mente humana e o inconsciente coletivo são como um lago. Suas águas são calmas, paradas, ninguém sabe quais os mistérios que elas guarda. Uma idéia é como uma pedra lançada ao meio deste! Ondas se farão da repercussão dela, que são diferentes dela, que poderão chegar à margem e votar ao centro do lago, entrando em conflito com outras ondas, e o que era calmo, tranqüilo, mas misterioso, torna-se agitado, assim como ficamos quando sentimos. A idéia é a mola que propulsiona o desenvolvimento. Cria um novo equilíbrio, o que antes era estático, passa a ser dinâmico, ou seja, um equilíbrio construído da somatória dos desequilíbrios. Esta é a razão que muitas vezes penso antes de escrever, pois serão idéias eternizadas na folha de papel, que em qualquer tempo, em qualquer lugar, alguém poderá ler!

O ENCONTRO Um dia o passado encontrou o presente, Enquanto um olhava curioso ao outro,
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O ENCONTRO Um dia o passado encontrou o presente, Enquanto um olhava curioso ao outro, O passado escondia sua cabeça de vergonha De um sonho que não ousou ter E que até hoje não podia ter. O presente caminhava tranqüilo pela rua E o outro estava trancafiado nas amarras do tempo, Mudo, sem ousar olhar em volta. O dia a dia tentou trocar uma palavra Com a lembrança, ela pôs a cabeça entre as pernas E não arriscou falar uma única sílaba, A realidade de um dependia do outro, E o outro apesar de saber fingiu que não sabia, Um carrega em si o encantamento de ver Desabrochar aos poucos o futuro, Já o passado, não pode olhar ao futuro que é: O presente de hoje e será o passado de amanhã.