Frase de Risomar Sírley da Silva
'LUA' O veneno corre, vivificador febril nas entranhas, covil dos tentáculos envoltos na alma. O amarelo, fogo brando. Simetria de mudos mistérios... O pequeno rio barulha, a pobre visão carapuça. Hora de acordar! Esquecer! Adormecer inquietudes, redemoinhos... O andar às escuras, extinguindo flores. Flores absolutas! Múmias juntos à acinzentada lua. Refletora de luz, horto na escuridão... Porque tantas flores perecidas no escuro? Se bem que o clarão já não importa. Aqui distante, loucos matam todas as formas, lua míngua/futuro. Homem inexpressivo no muro... Tudo confuso! A lua desencanta-te. Fita-te ao horizonte, é a muda esperança. O pairar de mais um painel: 'o pincelar na lua minguante'... 'Traçado de homens flamejantes', pronunciando-se ao glacial, acidental. Embaralhando neblinas, as tantas luas que se foram, pontos na velha retina... O mundo paisagístico revela algo sinistro: Lua Negra tão pequenina, vagão! Um curvar-se ao pequeno ponto! E o traçado atônito, imensidão na palma da mão?
No pensador.ai desde