Frase de Ederaldo Feijó
ASSIM FALOU UM BÊBADO NIILISTA Um cigarro, um violão Uma caninha sempre à mão Contemplando o belo mar Viajando ao luar Eu tenho medo da morte Eu tenho medo da vida Eu tenho medo de tudo Não acredito na sorte Mas sinto que sou sortudo A vida é bela, eu sei Mas também é muito dura Se fácil fosse não teria Paixão, graça e ternura Eu sei como Ele nasceu Criei-o à minha imagem e semelhança Preciso Dele pra ter fé Sou frágil como criança Viajo no mesmo ponto Sobrevôo cidades e montes Converso com Zaratustra Vou muito além do horizonte Ó grandioso universo Que me torna insignificante Humildemente lhe confesso Me sinto como um gigante Sou agora o super homem Com um martelo na mão Destruindo as fraquezas Forjadas na ilusão Não tenho mais medo da vida Não tenho mais medo da morte Não tenho mais medo de nada Me sinto são, salvo e forte Enfrento qualquer parada Vivendo só por viver Olhando para o abismo Eu sei que quero saber Muito mais do que preciso Eu danço, canto e espanto O que há de espantar Espanto todos os santos Pois santos sei que não há Perdoem meus erros vãos Vão ser por muitos condenados Condenados também serão Serão também perdoados Só dEUs sabe quem eu sou Eu sei tudo sobre dEUs Sem o fim e o começo O que resta Dele sou EU Como Sísifo fui condenado A uma vida absurda Meu destino está traçado Muda tudo e nada muda A vida, o universo e tudo mais Tudo mais maravilhoso Maravilhoso como o nada Nada é tudo de novo É um eterno retorno?
No pensador.ai desde